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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Artigo para o jornal Voz do Caraça (Stª.Bárbara e região)

Já decidiu seu voto?

Rivelle Nunes

Amigo leitor e paciente leitora, em quem você votou para vereador há quatro anos? Seu voto ajudou com que ele se elegesse? E, caso ele tenha ocupado nesses quatro anos uma cadeira no legislativo municipal, você acompanhou o trabalho do seu candidato? Quais projetos ele apresentou para o bem estar da cidade? Ele fiscalizou a administração da prefeitura? O que os vereadores da cidade fizeram pela educação, saúde, transporte, etc.

As eleições municipais chamam a atenção do cidadão porque ele se sente parte ativa do pleito, pois tem contato direto com os candidatos. Aquele que pede um voto de confiança pode ser seu vizinho, seu colega de trabalho, amigo de longa data ou apenas conhecido. Tem também aquele que nunca lhe cumprimentou, mas que, por precisar do seu voto na urna, dá tapinhas nas costas, aperta a mão e senta para um “dedinho” de prosa. Cuidado com esse candidato.

Eleitor, não venda seu voto. Ele pode custar caro. Não troque o seu direito de cobrar uma cidade melhor por uma cesta básica, uma caixa de remédios ou um carro para levar o seu parente para exames na capital. Não é esse o papel do vereador. Aquele que ocupar uma cadeira na Câmara Municipal tem o dever de fiscalizar a administração municipal, apresentar leis e projetos para a cidade. O vereador tem a responsabilidade de fiscalizar a aplicação do dinheiro público, oriundo dos impostos que você paga.

Não é papel de um vereador praticar o assistencialismo e fornecer migalhas. Essas migalhas poderão virar contra você. É óbvio que a população de menor poder aquisitivo merece total atenção do poder público, seja do executivo ou legislativo, municipal, estadual ou federal. Mas é obrigação da prefeitura prestar serviços nas áreas de saúde, educação, saneamento básico. Para isso existem as secretarias municipais, que devem ajudar a população e construir uma cidade digna.

Portanto, pesquise sobre a vida do seu candidato. Se ele já está na política, procure saber sobre o seu passado, se é uma pessoa idônea e digna de representá-lo. Verifique sobre sua vida como cidadão, empresário, comerciante, funcionário público, etc. Ouça atentamente os seus projetos, suas idéias para a melhoria da cidade. Procure se informar sobre a capacidade intelectual, cultural e política de quem quer te representar. Não deposite confiança em um analfabeto político. Como diz a propaganda, quatro anos é muito tempo. Você não quer passar esse tempo todo arrependido, não é mesmo? Ou quer?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Para os eleitores de Santa Bárbara e Catas Altas

Texto para o jornal Voz do Caraça, sobre as pesquisas eleitorais em Santa Bárbara e região.

Santa Bárbara e Catas Altas ainda não tiveram pesquisas sobre as eleições

Rivelle Nunes

Durante o período que antecede as eleições, diversos são os boatos sobre a realização de pesquisas eleitorais. Na intenção de enganar os eleitores, correligionários deste ou daquele candidato a tentam passar a informação de que seu candidato está na frente e, geralmente, com larga vantagem.

De acordo com a legislação, qualquer pesquisa eleitoral a partir de 1º de janeiro do ano em que se realizará o pleito, deve ser registrada em cartório. Este registro precisa ser efetuado cinco dias antes da divulgação dos números da pesquisa. Desde 5 de julho é obrigatório também que nas pesquisas sejam citados os nomes de todos os candidatos que tiveram seus registros aceitos para o processo eleitoral. Além disso, o Ministério Público Estadual, os partidos políticos, candidatos e coligações podem impugnar a divulgação dos resultados da pesquisa.

A reportagem do “Voz do Caraça” pesquisou nos cartórios eleitorais de Barão de Cocais e Santa Bárbara – este responsável pelas eleições também em São Gonçalo do Rio Abaixo e Catas Altas – e apenas duas pesquisa foram registradas até o fechamento desta matéria. O Instituto Data Fato, de Itabira, realizou enquete, durante dois dias, com eleitores de Barão de Cocais, sobre a preferência dos cocaienses para a eleição de 5 de outubro. A pesquisa foi registrada na 22ª zona eleitoral, em 27 de agosto. Em Santa Bárbara, houve apenas um registro de pesquisa eleitoral. Os números se referem às eleições de São Gonçalo do Rio Abaixo, mas o resultado não havia sido informado à Justiça Eleitoral até o fechamento da matéria. Sobre as eleições para prefeito em Santa Bárbara e Catas Altas, nenhuma pesquisa foi registrada.

Segundo a Assessoria de Imprensa do TRE-MG, a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa entre R$ 53 mil a R$106 mil, sendo responsabilizados penalmente os representantes legais da empresa ou entidade de pesquisa e do órgão que veicular os números. As pesquisas, devidamente registradas, poderão ser divulgadas até o dia das eleições, desde que respeitado o prazo para registro. A famosa pesquisa de boca de urna, realizada no dia das eleições, somente poderão ter o resultado divulgado após o encerramento da votação no município.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Texto do Jornal Voz do Caraça (Stª Bárbara e região)

Em três tempos

Rivelle Nunes

1ºTempo:
Nem tudo correu às mil maravilhas no clássico Brasil e Argentina, realizado em junho, no Mineirão. E não estou me referindo à partida, abaixo da crítica. A tribuna de imprensa foi improvisada nas cadeiras especiais e, para tentar chegar ao local, jornalistas e cronistas passavam, literalmente, por cima de torcedores e alguns tiveram que trabalhar em pé porque não havia lugar para todos. Cerca de 2000 profissionais estavam credenciados, até a Al Jazeera, a poderosa TV do mundo árabe, apareceu na Pampulha e não havia condições de trabalho para todos. Sem contar a falta de educação de alguns torcedores endinheirados – o ingresso custou R$250 – que insistiam em ficar sentados nos degraus. Muitos jornalistas também se empurraram e se acotovelaram em busca do melhor ângulo para a fotografia ou de um furo de reportagem. Uma verdadeira falta de respeito e profissionalismo. E a Copa de 2014 vem aí...

2ºTempo:
Um pedido público de desculpas e uma entrevista coletiva, tentando justificar o injustificável, confortam a dor de uma mãe que viu seu filho ser metralhado por policiais? Assim agiu o Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, após o carro onde estava o garoto João Roberto ser alvejado por policiais militares que realizavam uma ação atrás de bandidos. Conseguiram confundir uma mãe de família e duas crianças com perigosos delinqüentes. Atiraram primeiro e perguntaram depois. Não foi a primeira, nem a última vez. Na mesma “Cidade Maravilhosa”, o jovem Daniel Duque foi morto na porta de uma boate por um PM que fazia a segurança do filho de uma promotora e um moto boy também foi assassinado quando saia de casa para comprar doce para a filha de cinco anos. No Paraná, PM’s mataram uma estudante que voltava de uma festa. Esses casos aconteceram em menos de um mês e mostram como boa parte das Polícias Militares é despreparada e mal treinada. Já cantavam os Titãs, “dizem que ela existe para proteger”...
Desde criança ouço que a juventude é o futuro do Brasil. Será que essa juventude chegará à fase adulta?

3º Tempo:
Mais de trinta dias após a entrada em vigor, as discussões em torno da polêmica Lei Seca vão, aos poucos, diminuindo. Tudo uma questão de adaptação e os números se mostram indiscutíveis. Na mesma proporção que os proprietários de bares reclamam do prejuízo nas últimas semanas, diminuíram os acidentes com vítimas fatais nas grandes cidades. Em todo o país, caíram cerca de 24% as operações de resgate do SAMU desde o dia 20 de junho. A grande questão é o teor alcoólico permitido no sangue. Quem é contra a Lei Seca acredita que a taxa é pequena, o que realmente é verdade. Mas não há como definir um padrão básico para a embriaguez. Uma pessoa pode ficar embriagada com duas doses, outras com dez. A verdade que os reflexos não serão mais os mesmos após a ingestão de álcool. Dessa forma, a taxa tem que ser zero mesmo. O governo sancionou a lei que se mostra eficaz, mas também precisa se preocupar com as outras causas de morte no trânsito, como as estradas em péssimo estado, automóveis mal conservados em circulação, e que haja punição severa aos motoristas sem habilitação que vira e mexe se envolvem em acidentes.

Até a próxima...