sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Galo fora, Cruzeiro em casa e briga pelo 100% em Ituiutaba

Amanhã, em Juiz de Fora, o Tupi recebe o Atlético. Jogo perigoso para o modificado Galo que empatou com o América na estréia. Vencer na Manchester mineira nunca foi tarefa fácil. O Tupi, que assim como o Atlético não saiu do 0 a 0 no primeiro jogo, terá o apoio da torcida mas, infelizmente, em número bem menor do que poderia assistir a partida. Apenas 12 mil lugares foram liberados no Mário Helênio.

No domingo, o Cruzeiro deve passar pelo Social. Jogando em casa, com o apoio do torcedor, não creio em dificuldades para os celestes alcançarem a segunda vitória.

No interior, três jogos:

Na Fazendinha, jogo de vencedores. O Ituiutaba recebe o Rio Branco e quem triunfar pode dormir na liderança ou, na pior das hipóteses, entre os três primeiros do campeonato.

Em Divinópolis, o Guarani recebe o Uberaba. Ambos foram derrotados na estréia e quem perder dará as mãos ao Uberlândia, que perdeu na abertura da rodada, para o América, por 1 a 0.

Outro que não pode perder é o Villa Nova, que recebe o Democrata. O time de Nova Lima estreou mal, contra o Rio Branco, em Andradas, e busca a recuperação no Alçapão do Bonfim. Para a Pantera, um empate não pode ser considerado mau negócio.

Palpites: Atlético, Cruzeiro,Ituiutaba, empate, empate.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Giro pelo interior mineiro V

O atacante Edmilson, ex-Cruzeiro, contratado pelo Rio Branco, está regularizado na FMF e poderá reforçar o Azulão no compromisso do próximo domingo, contra o Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.
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Embalado pela boa estréia do Campeonato Mineiro, o Democrata encara no próximo domingo o Villa Nova, em Nova Lima. A Pantera apresentou o zagueiro Fernando, campeão da Taça Minas Gerais, no ano passado, quando defendia o Tupi.
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Derrotado na estréia do estadual, o Villa Nova aposta nos números para arrancada, em casa, contra o Democrata. Leão e Pantera se enfrentaram 53 vezes, com 19 vitórias do Villa, 20 empates e 14 triunfos do Democrata. Na última vez que se enfrentaram em Nova Lima, pela Série C de 2007, o Leão do Bonfim conseguiu a maior goleada do confronto, 7 a 1.
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O empate em casa, contra o Tupi, foi considerado um resultado ruim pelo Social, principalmente por causa dos próximos confrontos do time de Cel. Fabriciano. Os próximos dois adversários do Saci serão o Cruzeiro, domingo, no Mineirão, e o Atlético, no dia 07 de fevereiro, partida que será realizada no Ipatingão e não no estádio Louis Ensch.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Gov. Valadares salva média de gols da rodada

Antes da partida de ontem, entre Democrata e Guarani, em Gov. Valadares haviam sido marcados oito gols em cinco partidas, média de 1.6, por jogo, com direito a dois 0 a 0, no Mineirão e em Coronel Fabriciano.

Com a rede balançando cinco vezes, no Mammudão, a média deu um salto para 2.16. Mesmo assim é a menor média para uma abertura de Campeonato Mineiro, desde 2005, quando foram marcados 12 gols em seis jogos – média de 2 por jogo.

Se os artilheiros não estiveram inspirados na abertura como nos últimos três anos – destes a melhor média foi em 2007, 23 gols em seis partidas – aconteceram golaços. O primeiro de ontem, olímpico, marcado por Zé Maria, da Pantera, foi um deles. Domingo, em Andradas, outras duas pinturas. O primeiro do campeonato, marcado por Márcio Guerreiro, do Rio Branco, e o de Joabe, o de honra do Leão do Bonfim.

Nas seis partidas houve duas vitórias de visitantes – Cruzeiro e Ituiutaba – duas de mandantes – Rio Branco e Democrata e dois empates, ambos sem gols. Muito equilíbrio numa época em que os clubes ainda estão se acertando.

Hoje já começa a segunda rodada com o animado Coelho recebendo o Uberlândia, no Independência no pornográfico horário de 22 horas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Bastidores de Galo e Coelho

O América, como há muito tempo não jogava no Mineirão, ficou perdido. Não dentro de campo, pois o time comandado por Flávio Lopes fez uma partida de igual para igual com o Atlético, mas na chegada ao estádio. O ônibus do clube se dirigiu para o hall principal, antigo “estacionamento” das delegações. O segurança americano teve que sair afobado e pedir auxílio à PM para que o ônibus do Coelho se dirigisse ao portão 13. Lógico, sob vaias e xingamentos da torcida atleticana.

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A torcida americana foi mais uma a mostrar bandeiras com os rostos de craques do passado estampados. Pedro Omar – meia campeão mineiro de 1971 e Satyro Taboada, o artilheiro do decacampeonato, foram os homenageados. Outro ex-jogador americano foi homenageado, mas na “calçada da fama” do Mineirão. Amaury Horta, também campeão mineiro em 1971, colocou os pés ao lado de craques como Reinaldo, Palhinha, Eder e Pelé.

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Na primeira “partida oficial” sob comando do novo presidente, Carlos Cruz, a AMCE esteve digna de aplausos. Os funcionários da entidade estavam devidamente uniformizados, o que facilita a identificação para aqueles que precisaam dos serviços da AMCE no estádio. De “lambuja”, mais uma edição d’ O Cronista, periódico da entidade.

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Fotógrafos e quem mais precisou da internet no estádio ficou a ver navios. Simplesmente, não funcionou. Aliás, inadmissível que um estádio como o Mineirão não disponibilize wirelles para os profissionais que lá trabalham. Não é somente em jogos do Brasil que há demanda para esse tipo de serviço. Em estádios no interior, como o Ipatingão e o Mário Helênio, em Juiz de Fora, há a internet sem fio disponível para todos.

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Quando chegou ao Mineirão, o prefeito Márcio Lacerda foi cercado. Tapinhas nas costas, abraços, apertos de mão. Um grande número de pessoasqueriam trocar uma palavrinha com o prefeito ou, ao menos, sair em uma foto ao lado dele. Se fosse a um ano atrás...

Nada de surpresas

Quatro partidas com resultados previsíveis na abertura do Campeonato Mineiro. Com grande público e jogo fraco, Atlético e América não saíram do zero, no Mineirão. Chances foram poucas para os dois times. Pior para o Galo, que deixou a torcida com o grito entalado, mais uma vez. Aliás, é a quarta partida oficial que o Atlético não balança as redes. Três pelo Brasileiro/08 – Sport, Santos e Grêmio – e a estréia de ontem. O América mostrou que precisa melhorar para fazer boa campanha no estadual.

Pelo interior, previsível a vitória cruzeirense sobre o Uberlândia. Jogou para o gasto e os 2 a 1 ficaram de bom tamanho. O Verdão do Triângulo tem uma tabela ingrata. Quarta-feira enfrenta o América, no Independência e no dia 08/02, joga contra o Uberaba, também fora de casa.

As vitória do Ituiutaba sobre o Uberaba, (1 a 0) e do Rio Branco sobre o Villa Nova, (3 a 1) são resultados normais para equipes que se equivalem. Quem assistiu a vitória do Bôa sobre o Zebu afirma que mais do que os três pontos agradou o futebol mostrado pelo time.

Hoje estréiam Social e Tupi, amanhã Democrata e e Guarani. Quem quiser fazer bom papel, não pode perder pontos em casa para equipes teoricamente do mesmo nível. Que o Saci e a Pantera fiquem espertos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

São Paulo foi rebaixado

Está no site da Revista Época:

O São Paulo caiu, sim, para a segunda divisão no Campeonato Paulista de 1990.

A polêmica é antiga, atiçada pelo clubismo cego e pela falta de memória do brasileiro. Foi reavivada por uma matéria da Folha de S. Paulo (para assinantes) da quarta-feira, 21 de janeiro de 2009, que questionava uma frase do guia oficial do Campeonato Paulista, publicado esta semana pela Federação Paulista de Futebol (FPF). "O São Paulo cumpriu uma campanha ruim, não se classificou nem na repescagem e foi rebaixado para a segunda divisão."

"FPF rebaixa o clube e 'suja' título de 91", escreveu a Folha. Diante da indignação dos são-paulinos, a FPF recuou e divulgou nota oficial dizendo que o texto de seu próprio guia "não procede". Culpou pelas informações o historiador Rodolfo Kussarev, que por sua vez culpou o livro A História do Campeonato Paulista (Publifolha, 1997), escrito pelo autor destas linhas e por Valmir Storti, à época repórteres da própria Folha de S. Paulo.

Procurado pelo autor da matéria, o repórter da Folha e comentarista da ESPN Brasil Rodrigo Bueno, às 18h daquele mesmo dia 21, consultei meu colega Valmir, hoje repórter freelance, e enviamos à Folha a seguinte declaração em comum.

"O livro foi escrito com base nas informações publicadas nos jornais da época, entre eles a própria Folha, onde os dois autores trabalhavam como repórteres em 1997, ano do lançamento do livro. Para esclarecer de vez a polêmica do rebaixamento ou não do São Paulo, sugerimos que a Folha reproduza o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990."

Infelizmente a Folha só publicou a primeira parte de nossa declaração. Não acatou nossa sugestão: reproduzir o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990.
Se o tivesse feito, seria obrigada a reconhecer: o guia da Federação Paulista estava certo. O São Paulo caiu, sim. De forma insofismável.

Como a Folha não o fez, o fazemos a seguir. Não houve meio-termo nem subjetividade nessa queda, como será provado abaixo com o texto do próprio jornal, publicado naquela ocasião.
Por mais que desagrade os são-paulinos, a verdade é a que segue:

Em 1990, o Campeonato Paulista foi disputado por 24 times. Havia a percepção de que eram times demais. Convencionou-se, então, que apenas 14 times disputariam o campeonato de 1991 – os 14 primeiros do certame de 1990. De alguma forma, o São Paulo "conseguiu" ficar em 15º, depois de ser eliminado na primeira fase (que classificou 12 times) e novamente eliminado numa repescagem (que classificou outros dois, completando 14). Para não melindrar susceptibilidades, o regulamento de 1990 dizia que "não haveria descenso". Era só uma fórmula de cortesia: os times que não entrassem entre os 14 disputariam o que, na prática, equivaleria a uma segunda divisão.

Esse regulamento não foi cumprido. Diante do rebaixamento do São Paulo, houve uma virada de mesa. Os times rebaixados em 1990 (não só o São Paulo, mas outros importantes, como a Ponte Preta) ganharam o direito de lutar por duas vagas nas finais. Foi assim que o São Paulo conseguiu a façanha, inédita no futebol mundial, de ser rebaixado em um ano e campeão no ano seguinte!
O argumento dos são-paulinos, portanto – de que o acesso no mesmo ano "já estava previsto" – é falso e errôneo.

Para não prolongar a explicação, reproduzo o texto da Folha de S. Paulo de 21 de junho de 1990 – dia seguinte ao dia em que o São Paulo caiu.

"SÃO PAULO VAI DISPUTAR A SEGUNDA DIVISÃO EM 91
Fernando Santos
Da Reportagem Local
O São Paulo foi eliminado pelo Botafogo na repescagem do Campeonato Paulista deste ano e vai disputar a Segunda Divisão em 91. O São Paulo goleou ontem o Noroeste por 6 a 1 no Morumbi, mas ainda dependia da derrota do Botafogo para se classificar. O time de Ribeirão Preto empatou em 0 a 0 com a Internacional em Limeira.
No próximo ano, o São Paulo vai disputar a série B do Campeonato Paulista, sem direito a lutar pelo título. É uma nova fórmula aprovada pelo conselho arbitral de clubes em janeiro. Farão parte dessa série os 10 clubes eliminados do campeonato deste ano mais quatro que vão subir da Divisão Especial.
(...) Resta ao São Paulo a chance de subir para a série A em 92. Apenas o campeão da série B sobe (...) Esta fórmula foi aprovada por unanimidade por todos os 24 clubes que iniciaram o campeonato este ano, segundo o presidente em exercício da Federação Paulista de Futebol, Antoine Gebran.
'Vamos cumprir a lei. Lei é lei', disse o diretor-adjunto do São Paulo, Herman Koester (...) Segundo ele, o São Paulo vai mesmo disputar a Série B, uma Segunda Divisão que só não recebe essa denominação por uma questão de nomenclatura jurídica. (...) Já o diretor de futebol Fernando Casal de Rey, 47, ainda não se deu por vencido. Ele disse que vai acionar o departamento jurídico do clube para saber se a aprovação da fórmula do campeonato de 91 é legal. Casal de Rey disse, sem ter certeza, que não existe um documento assinado pelos clubes sobre o assunto. Assim, ele poderia recorrer à Justiça Desportiva para mudar a fórmula. Ou seja, apelar para o tapetão. 'Estamos vivendo um pesadelo', disse Casal de Rey."

O resto é história conhecida. Houve a virada de mesa e, embora o São Paulo tenha disputado o equivalente à segunda divisão em 91, classificou-se para as finais, eliminando o Palmeiras, que vinha do grupo mais forte.

A Folha também ouviu, naquela ocasião, são-paulinos ilustres, como José Victor Oliva, o vocalista do Ultraje a Rigor, Roger, e o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Almir Pazzianotto. Todos reconheciam o rebaixamento, repudiavam a virada de mesa e reafirmavam que o São Paulo voltaria à primeira divisão na bola.
Estes são os fatos.

P.S.: Como o clubismo costuma influenciar a opinião até dos jornalistas que discutem polêmicas futebolísticas, cumpre informar o time de coração do autor deste texto. Ele é vascaíno. E promete que daqui a 20 anos não dirá que o clube dele não caiu.
Nota do blog: Polêmicas clubísticas a parte, belíssimo o texto do jornalista André Fontenelle. Quem entrar no link aí de cima poderá ver a reprodução das páginas da Folha de São Paulo do dia posterior à queda são-paulina.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Agora é pra valer

Após a participação de Atlético e Cruzeiro no Torneio de Verão, conquistado pelos celestes, após goleada, por 4 a 1, sobre o Nacional, mesmo placar que deu ao Galo a terceira posição, frente ao Peñarol, a temporada do futebol mineiro começa no próximo domingo. Doze clubes disputam o Campeonato Mineiro, com os oito primeiro se classificando para a fase seguinte e os dois piores sendo rebaixados para o Módulo II.

Além da novidade na fórmula, que ganhou uma fase a mais nos mata-matas, a atração é a volta do América, que no domingo já faz o clássico da rodada, contra o Atlético. O Coelho conta com antigos conhecidos da torcida – Evanilson, Wellington Paulo, Tucho, Euller – que prometem comandar o time rumo a uma temporada de vitorias.

O Triângulo Mineiro será representado por três clubes. O Ituiutaba, que desde 2005 disputa a elite mineira, Uberaba, que se salvou do descenso ano passado nas últimas rodadas e o Uberlândia, que tenta parar com a gangorra e se firmar na primeira divisão.

Democrata, de Gov. Valadares, e Social representam o leste mineiro, já que o Ipatinga amargará este ano a segunda divisão.

A região central do estado será representada pelo Guarani, de Divinópolis. O Bugre, se não faz campanhas de encher os olhos, sempre é uma ameaça aos grandes do estado quando joga no Farião. O Villa Nova, do presidente Luizinho, é outra equipe que conta com a força do seu estádio para fazer bom papel no campeonato.

O Tupi, de Juiz de Fora, busca em 2009 no mínimo repetir as duas últimas excelentes campanhas no Mineiro, quando chegou às semifinais. O Galo da Zona da Mata chega com moral após a conquista da Taça Minas Gerais, em 2008.

O Sul de Minas mais uma vez será representado pelo Rio Branco, de Andradas. O Azulão busca vôos mais altos em 2009.

Os grandes favoritos, Atlético e Cruzeiro, reforçaram bem os ataques. O Galo sonha em reviver com Eder Luis e Diego Tardelli grandes duplas que já vestiram a camisa alvinegra. O Cruzeiro manteve a base de 2008 e se reforçou com Weelington Paulista e Soares. No Torneio de Verão, os times funcionaram bem. O Galo marcou seis gols enquanto o Cruzeiro estufou as redes oito vezes.

Domingo as torcidas poderão matar a saudade das equipes pois a bola voltará a rolar nas alterosas.