sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nervos de aço

Os cinco primeiros:

Qualquer tropeço na fase final de Brasileiro pode valer o título. E na 33ª rodada, dos cinco primeiros, três atuam em casa e não podem sequer pensar em empate. Amanhã, o Flamengo recebe a Portuguesa. E deve vencer; Mesma situação do Grêmio, que encara o Figueirense. O São Paulo terá o Inter misto e chama a torcida para lotar o Morumbi. Os outros dois tem paradas indigestas. O alto-astral Cruzeiro vai a Goiânia encarar o Goiás e o Palmeiras joga no litoral, contra o Santos.

Os quatro últimos:

O Ipatinga, respirando por aparelhos, recebe o Coritiba. O Tigre tem que vencer cinco em seis partidas para se manter na Série A. Os triunfos têm que começar amanhã. O cabisbaixo Vasco tem outro jogo no Rio. Dessa vez é o clássico contra o Fluminense. Vitória cruzmaltina faz o time empatar em pontos com o tricolor das Laranjeiras. O Atlético/PR conta com a força da torcida na Arena para vencer o Sport e sair do G4 do mal. O Náutico, que vem de três empates seguidos, pega em casa o outro rubro-negro, o Vitória. Resumindo: TODOS OS QUATRO ÚLTIMOS COLOCADOS JOGAM EM CASA...

... o que pode sugerir perigo para a turma que está logo acima do G4 do mal. Portuguesa e Figueirense, como já foi dito, tem partidas difíceis contra times da parte de cima da tabela, e o Flu pega o Vasco. O outro logo acima, o Atlético, recebe um algoz dos tempos modernos, o Botafogo, para quem já perdeu quatro partidas este ano, duas de goleada, sendo uma delas um estrondoso 5 a 2, no Mineirão.

Nervos à flor da pele neste final de semana.

Kalil nos braços do povo

Finalmente, Alexandre Kalil é o presidente do Atlético.

Algo que já se anunciava em 2000, quando o Atlético parecia entrar nos eixos. O presidente era Nélio Brant, o time voltava à Taça Libertadores, após o vice-campeonato brasileiro do ano anterior e uma parceria com um grupo econômico batia às portas de Lourdes.

Mas, a bola dá muitas voltas e os bastidores atleticanos fervem. Nélio Brant caiu. Mesmo assim Kalil formou uma parceria forte com Ricardo Guimarães, que durou apenas dois anos.

O time começou a despencar até terminar na segunda divisão nacional.

Se o céu de brigadeiro que se anunciava no início do milênio tivesse perdurado no alvinegro, Kalil teria sido eleito presidente no pleito que levou Ziza Valadares à presidência, há quase dois anos.

Kalil chega com atraso ao posto maior atleticano, mas levando a esperança de milhões de atleticanos.

Kalil é a cara do Atlético. Passional que, ao meu ver, não é defeito e sim qualidade para um dirigente de futebol. Desde que essa paixão venha acompanhada de competência, assim como Zezé Perrela é no Cruzeiro.

Mas uma das primeiras declarações do novo presidente me preocupou. Levado por essa paixão e pelo momento de euforia, Kalil anunciou sua posse junto com a Massa, no jogo do dia 16.11, contra o Vasco, com ingresso a R$5.

Totalmente aceitável que Kalil queira “contratar’a torcida, como ele mesmo disse e transformar o Mineirão em um caldeirão, mas não dá mais para fazer futebol com ingressos desse valor.

A conta é simples. Caso o Atlético leve 40mil torcedores contra o Vasco, a R$5, a renda será de R$200 mil. Se o preço médio do ingresso fosse R$12, por exemplo, com um público de 20 mil, pequeno para os padrões alvinegros, já daria uma renda de R$240 mil. Vinte mil torcedores a menos e R$40 mil a mais nas bilheterias. Sem contar que com 40 mil torcedores, as despesas serão bem maiores.

Mas o que a Massa queria aconteceu. Kalil se tornou presidente e comandará o clube, tomara, pelos próximos três anos. É certo que ele cumprirá o que disse ontem, passará uma vassoura em Lourdes, mandando para a rua aqueles que fingem trabalhar e apenas mamam nas tetas alvinegras.

Kalil vai encher o Atlético de gente de bem e ele, macaco velho dos bastidores alvinegros, não se deixará levar por tapinhas nas costas que, certamente recebeu ontem, daqueles que quase jogaram o Galo no abismo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008




Os conselheiros atleticanos estão, desde o início da manhã, começando a definir o futuro do Galo.

Alexandre Kalil deverá ser eleito presidente do Atlético para os próximos três anos e terá muito trabalho pela frente.

A começar por arrumar até o próximo dia 05 de novembro dinheiro para quitar os salários dos jogadores, atrasados a quase três meses.

Os últimos times razoáveis que o Atlético teve, foram quando Kalil estava à frente do futebol.

Vale lembrar que estes times, o de 1999 e 2001, não eram de encher os olhos. Sofriam para vencer fora de casa e tinham graves problemas de peças de reposição, mas foram os últimos que fizeram os atleticanos ter orgulho da equipe.

Kalil entende de futebol e o Atlético está precisando disso.

Acredito também que promoverá uma revolução no alvinegro. Fará uma limpeza na folha de pagamento do clube, mandando para a rua muita gente que finge trabalhar no Atlético. Isso não é segredo para ninguém, pois ele mesmo já afirmou que não pode a folha salarial dos funcionários ser igual a dos jogadores.

Concordo com ele.

Mais tarde, informações sobre o pleito na colina de Lourdes.

Embolado lá em cima, vacilos no meio e previsível lá embaixo

Os primeiros minutos de futebol do Cruzeiro contra o Grêmio foram para deoxar o torcedor empolgado.

Com 14 segundos, os celestes já venciam a partida.

Após os 15min. O Grêmio equilibrou e até levou perigo ao gol do Fábio, mas sem sucesso.

No segundo tempo, Jonathan fez um belo gol, sem ângulo, e Guilherme livre de marcação, deu números finais à partida.

O Cruzeiro segue firme na luta, um ponto atrás dos líderes.

O Grêmio agora tem a companhia do São Paulo, ambos com 59 pontos. O tricolor venceu o Botafogo no Engenhão, por 2 a 1, com direito a gol polêmico do alvinegro, anulado pelo bandeira.

Também um ponto abaixo dos tricolores está o Palmeiras, que sofreu, mas venceu o Goiás, por 1 a 0.

Quem ficou para trás foi o Flamengo. No encontro de rubro-negros, não superou o Vitória no Barradão, ficando no 0 a 0. O Mengo é quinto, com 56 pontos.

Na parte intermediária da tabela, o Atlético até saiu na frente do Coritiba, no Paraná, mas não segurou o resultado e perdeu por 2 a 1. Juninho contribuiu para a virada coxa branca.

O Inter não conseguiu superar o Náutico, no Beira-Rio. Se o outro gaúcho sofreu um gol antes do primeiro minuto, o Colorado levou no último.

E lá embaixo, a Portuguesa começou a abrir a sepultura do Ipatinga com a vitória por 2 a 0. Restam seis partidas e o Tigre precisa vencer ‘só’cinco.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A piada de ontem...


Alguém acredita que com Maradona como técnico da seleção argentina, essa cena irá se repetir?
Os dirigentes de lá afirmaram que foi bastante estudada essa comissão técnica com um monte de treinadores.
Em casa que todo mundo manda...
Pelo menos de uma coisa os argentinos poderão se alegrar, terão mais talento no banco que os brasileiros.
Pelo menos com a bola nos pés.

Para todos os gostos...

Hoje tem favoritos? Tem, sim senhor!

O Coxa, contra o combalido Galo, sem cinco titulares, no Couto Pereira.

O Inter, contra o ameaçado Náutico, no Beira-Rio.

E decisões? Para todos os gostos...

no Mineirão, entre Grêmio e Cruzeiro. Tropeço celeste deixa os mineiros praticamente sem chances. Vitória gremista será um presente dos deuses para o time do Roth.

No Engenhão, para o ascendente São Paulo se aproximar do líder, ou para o Botafogo ainda alimentar uma ponta de sonho de entrar no G4.

Na Bahia de todos os santos, onde Obina é rei, entre os rubro-negros Vitória e Flamengo. O Vitória para se confirmar na zona da Sul-Americana, o Fla para se manter entre os quatro.

No Palestra, entre os verdes Palmeiras e Goiás. O time do Luxa, para mostrar que não está caindo de produção e o Goiás, para voltar a ser o melhor do returno.

No Canindé, que deve ter público ridículo. A Lusa luta para sair do G4 do mal, o Tigre, nem com uma vitória respira, mas sonha.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quero minha cidade de volta

Uma notícia hoje, pela manhã, me deixou estarrecido.

Um garçom do Karaíba foi morto com uma garrafada no pescoço.

Não sei detalhes, mas como a maioria das violências urbanas, o motivo deve ter sido estúpido.
E o que menos importa é o motivo mas, sim, o fato.

Parêntese: para quem não conhece, Karaíba é o local mais freqüentado de Santa Bárbara. Bar, restaurante e hotel, localizado no centro da cidade.

Há muito tempo Santa Bárbara já não é a mesma da minha infância. O progresso (que nem é tão grande assim), aumento da criminalidade, a insensatez do homem transformaram a cidade, antes pacata, numa terra de ninguém.

Ficou perigoso voltar para casa, à noite, numa cidade de apenas 30 mil habitantes.

Há dez anos, notícia de assassinato na cidade era motivo de comentários por meses.

Hoje, não. Ficou banal, como a própria vida.

E o policiamento na cidade? Será que aumentou? Provável que não.

Talvez quando a morte bater à porta de algum “conhecido”, a situação mudará.

Ou não, sei lá...

Quem sabe, quando lá, segurança pública render votos.

Mas a verdade que aquela frase que dizia que o negócio é ganhar a vida e voltar para o interior para ter uma vida tranqüila já não está valendo mais.

“Na primeira noite eles se aproximame
roubam uma flordo nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”
Poema de Eduardo Alves da Costa