domingo, 31 de agosto de 2008

Rodada de empates

Seis empates em dez partidas. Apenas 19 gols, média de 1,9.

Apenas um mandante perdeu em casa, o Atlético/PR que foi derrotado na Arena, pelo Palmeiras, por 2 a 1.

O Goiás venceu o Figueirense, ontem, por 2 a 0, e subiu três posições. Os esmeraldinos estão em 10º lugar.

O Sport bateu o Inter na Ilha do Retiro e também pulou uma posição, está em 9º.

Rubro-negros e goianos foram as duas única equipes que conquistaram posições na rodada.

Derrotados, Figueirense e Inter desceram na classificação, assim como o Atlético que empatou sua oitava partida, 1 a 1 com a Lusa.

Na bacia das almas, Coritiba e Flamengo evitaram as derrotas. Os Coxas no Mineirão, contra o Cruzeiro, 1 a 1 e o time celeste perdeu um penalti minutos antes do empate. No Maracanã, o Flu, mesmo à frente duas vezes, não conseguiu vencer o Fla porque Kleberson empatou a partida em 2 a 2, no fim.

O líder Grêmio foi o outro vitorioso da rodada. Bateu o Vasco, em Porto Alegre, por 2 a 1 e continua cinco pontos à frente do Palmeiras.

Os dois 0 a 0 da rodada foram entre Vitória e Ipatinga, no Barradão, e no clássico São Paulo e Santos. Os rivais, aliás, que junto com o Galo são os reis do empate. Oito para cada um.

O Botafogo desperdiçou a oportunidade de subir na classificação, pois só empatou com o Náutico, em casa.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ê Galo...




Desde quinta-feira li tudo o que foi possível sobre a situação do Atlético após o mais recente vexame, a derrota de 5 a 2 para o Botafogo. Blogs, jornais, sites; ouvi comentários no rádio, assisti a mesas-redondas na TV. Os comentários são praticamente os mesmos. Time medíocre, diretoria errou, a preocupação com o futuro do time no Brasileirão.

Eu penso como a maioria dos analistas mineiros de esportes. A situação do Atlético na tabela é ilusória. O Atlético, infelizmente, não tem time para estar na 11ª colocação. A briga vai ser árdua até o final do campeonato e se escaparmos da Série B será nas últimas rodadas. Só não sei se com a torcida lotando o estádio para empurrar o time, como já fez incontável número de vezes.

Desde o início do ano, o Atlético não venceu nenhum time com melhor qualidade que ele. Perdeu três para o Cruzeiro no ano do centenário, na Copa do Brasil e Sul-Americana caiu diante do Botafogo e, no Brasileiro, mesmo jogando em casa, não venceu Grêmio, Flamengo, Palmeiras e por aí vai. Sem contar os vexames fora de casa ou empates com equipes também medíocres. O Atlético não tem time a altura dos grandes do Brasil. Atenção: time, não clube ou torcida.

A média de público do Galo no Brasileiro é digna de preocupação. O alvinegro é o 11º clube que mais levou torcedores ao estádio, com 13109 torcedores por partida. Para um clube que em 37 anos de disputa do Brasileiro só fica atrás do Flamengo em média ano a ano, muito pouco.

Há a justificativa dos horários, falta de cerveja e a principal, o time horroroso. Tão preocupante quanto a falta de torcedores em campo é o desinteresse da massa com as partidas no rádio ou TV. O atleticano antigamente deixava de fazer qualquer coisa para ver ou ouvir o Galo. Hoje, não. Muitos amigos dizem que não conseguem mais assistir as partidas, preferem outro programa menos masoquista. Há quem até tente, mas muda de canal após 20, 30 minutos, quando o vexame começa a se desenhar.

Bem escreveu o jornalista Leandro Mattos, no blog Girando a Bola. Estão matando o maior patrimônio do Clube Atlético Mineiro. Como convencer com argumentos convincentes uma criança a ser atleticana nos dias de hoje? A filha de um amigo cansou das gozações dos amiguinhos e disse que não torce mais para o Galo. Ela tem apenas seis anos. O que dizer? Que as coisas vão melhorar? Não vejo essa perspectiva. Criança gosta de gols, ver o estádio lotado, gritar o nome dos ídolos. O maior jogador que as crianças atleticanas viram jogar foi Danilinho, que se comparado aos grandes gênios do Atlético, tem futebol proporcional ao seu tamanho.


Um amigo/irmão preferiu sair para fazer uma tatuagem do que ver o time do Atlético na última quarta-feira. Isso mesmo, a dor de algumas agulhadas é melhor que ver Gedeon, Márcio Araújo e outros. Bem fez ele, o sofrimento foi menor.


A situação do Atlético não é SOMENTE culpa do Ziza Valadares. Ele tem sua parcela, principalmente por se cercar de diretores e assessores sem a mínima condição de administrar um clube de futebol. E justamente no ano do centenário. Mas a memória é curta porque o sofrimento ajuda a esquecer o que o Galo já passou e foca no factual.


Apenas para ficar no exemplo de dois ex-presidentes. No início da década de 1990, a torcida do Atlético promoveu o enterro simbólico do então presidente Afonso Paulino. Um sábado, pela manhã, que lotou a porta da sede de Lourdes. A situação era tão ruim que a Veja Minas - encarte da Veja que circulava por aqui - colocou em sua capa uma matéria com torcedores da Máfia Azul estampando faixas em apoio ao então presidente do Atlético. Até mesmo outdoors foram espalhados pela cidade afirmando que só um "Minhoca" pode levar o Galo para debaixo da terra. Para os mais novos que talvez não saibam, Minhoca é o apelido de Afonso Paulino.


Quando Paulo Cury presidiu o Galo, o Estado de Minas estampou em sua capa os jogadores Doriva e Julio Cesar sendo despejados de um flat porque o Atlético não pagou a conta.


A falência atleticana não é de hoje. A bomba é maior nos últimos anos porque o futebol é cada vez mais profissional e, sem credibilidade e principalmente dinheiro não se monta um time competitivo.


Hoje a imprensa faz chacota com a história atleticana, algo inimaginável há alguns anos. Charges citando a frase mais célebre de Roberto Drummond foram estampadas em jornais de BH como motivo de piada que dói na alma atleticana.


O torcedor alvinegro não quer muito. Ele deseja apenas acordar bem após uma partida. Ele não quer abrir os olhos pela manhã e ter como primeira lembrança do dia o vexame da noite anterior.


O atleticano quer apenas que diretores, jogadores e todos respeitem o Atlético,


respeitem a camisa do Atlético,


respeitem a história do Atlético.

Paixão insana


Foto: site globo.com

A revolta está chegando ao extremo.

Primeiro, a carta anônima ameaçando o presidente Ziza e familiares. Agora, a invasão da sede de Lourdes por quatro torcedores trajando materiais da Galoucura.

A paixão de um torcedor pode levar à insanidade e isso à violência, totalmente injustificável.

Se as leis no país fossem severas os quatro idiotas estariam em maus lençóis, pois foram flagrados pelo circuito interno de TV.

Os noticiários, embasados na declaração da PM, informaram que todos os seguranças da sede de Lourdes estavam em horário de almoço.

Como um clube na crise que o Atlético se encontra libera todos (quantos serão?) os seguranças ao mesmo tempo?

Basta um mau resultado, como foi o de quarta-feira, que uma viatura da PM passa a noite em frente à sala de troféus do clube. Mas, somente à noite a segurança é reforçada?

Se não acerta nos reforços dentro de campo, fora dele que a diretoria atleticana também está errando feio.

Complemento às 15:57:
Este blog apurou que a Polícia Militar orientou o departamento jurídico do Atlético a entrar com uma ação contra os torcedores que invadiram a sede. Caso o processo seja instaurado e os invasores condenados, eles poderão ficar impedidos de ir aos estádios em dias de jogos do Atlético e terão que se apresentar a um juiz no horário das partidas.
Basta o Atlético comprar a briga e serão quatro problemas a menos

quinta-feira, 28 de agosto de 2008



A tabela abaixo mostra a situação do Atlético no ano do Centenário:

Amistosos: 3 jogos, 2 gols sofridos, média de 0,66

Campeonato Mineiro: 15 jogos, 15 gols sofridos, média de 1,00

Copa do Brasil: 7 jogos, 8 gols sofridos, média de 1,14

Sul-Americana: 2 jogos, 8 gols sofridos, média de 4,00

Brasileiro: 22 jogos, 39 gols sofridos, média de 1,77

TOTAL: 49 JOGOS, 72 GOLS SOFRIDOS, MÉDIA DE 1,46

Se mantiver a média, o Atlético conseguirá antes do final do ano do Centenário, sofrer 100 gols na temporada. Restam 16 partidas e com mais 28 gols, a defesa alvinegra será centenária.


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mais uma goleada no Centenário

O atleticano que viu o início da partida Atlético e Botafogo até teve esperança. Foram 20 minutos de raça e vontade dos jovens jogadores do Galo.

Mas, com 26 minutos, Lúcio Flávio colocou a situação no devido lugar, com dois gols após falhas do jovem Luis Gustavo.

Fatura liquidada, o pior ainda estava por vir para o atleticano.

No 1º minuto da segunda etapa, Jorge Henrique: 3 a 0

Lenilson diminuiu para o Galo, aos 15min.

A pequena torcida atleticana que resistia no estádio começou a ironizar. Gritava "É campeão", "Bilu" e "Olé!"

Aos 20minutos, Carlos Alberto, de cabeça, fez 4 a 1

Gil perdeu um pênalti aos 33minutos...

O Botafogo brincava de jogar futebol

O Atlético brincava, MAIS UMA VEZ, com a cara do sofrido torcedor

Lenilson diminuiu o vexame, aos 36minutos: 4 a 2

Só que 4 a 2 não é goleada.

No Centenário, sair da última competição do ano sem vexame? Não, de jeito nenhum...

Aí, Zé Carlos, aos 40min, decretou mais um triste capítulo na história atleticana: 5 a 2

E no "Seu nome, seu bairro", da Itatiaia, o relato de torcedores atleticanos de 6, 7 anos chorando de tristeza com o time que ensinaram a amar.

Nessa idade, ainda se chora de tristeza.

Daqui a pouco, vira raiva.

Campanha IV


Eleições 2008

Está no Portal UAI:

Confira alguns slogans dos candidatos

Estado de Minas
“Representatividade. O eu não existe, mas sim o nós”Ruy Eletro, candidato a vereador pelo PSDB ”

"Abra o olho, seu voto vale ouro, não troque por migalhas seu tesouro “Benjamim Azevedo, candidato a vereador pelo PV ”

"Assista ao favorito, bom candidato, bom torcedor,sem preconceito de cor, preto e branco vingador “Bernardes, candidato a vereador pelo PMDB

”Vote consciente, vote sereno, fique tranqüilo”Sereno da UFMG, candidato a vereador pelo PT

”Vou invadir a Câmara com os meus cachorros e por os meus cachorros nos políticos corruptos “Cantor Raul, candidato a vereador pelo DEM

”Já pedi seu voto antes, mas agora venho com seriedade para ser o seu candidato”Alberto Cowboy, candidato a vereador pelo DEM

”Nós, negros e negras, queremos a reparação por 500 anos de exploração” Iani, candidata a vereadora pelo PSTU

”Se for eleito para a Câmara, quem vai fazer todos os meus projetos é você eleitor “Délvis, candidato a vereador pelo PP

o link: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_20/2008/08/20/em_noticia_interna,id_sessao=20&id_noticia=76220/em_noticia_interna.shtml

Nota do blog: se a vontade deles trabalhar para o povo fosse tão grande quanto a criatividade...