sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Primeiros classificados da Copa do Brasil

Este espaço está um pouco abandonado, eu sei. É a correria e total falta de tempo, mas prometo que voltarei a atualizá-lo periodicamente.

Vamos falar dessa primeira fase da Copa do Brasil:

O grande destaque desta etapa, quando equipes profissionais enfrentam times quase amadores, foi o Atlético, que goleou o Juventus, no Acre, por 7 a 0, com cinco gols do atacante Obina. Jogador que foi vítima de racismo no distante território acreano.

Os outros mineiros, ambos do Triângulo, jogaram no meio de semana em casa e o Uberaba venceu o Londrina, por 1 a 0, em uma partida ruim, e o Ituiutaba foi derrotado na Fazendinha pelo Goiás, por 3 a 2. O BOA continua sem triunfos em 2010.

Os badalados Santos e Vasco decepcionaram as torcidas. O time paulista venceu o Naviraiense apenas por 1 a 0, no Mato Grosso, e o carioca se classificou, mas com uma vitória fora de casa (2 a 1) e um empate, 0 a 0 em São Januário. O Fluminense também terá que fazer o jogo de volta, pois apenas empatou com o Confiança, do Sergipe, por 1 a 1.

O Palmeiras goleou o Flamengo, do Piauí, por 4 a 0, na partida de volta, após vitória mínima na primeira partida. A Lusa fez 7 a 0 no Atlético, de Roraima, e também se garantiu na segunda fase. O Grêmio eliminou a partida de volta ao fazer 3 a 1 no Araguaia.

As outras equipes já classificadas são Corinthians/PR, Ceará, Ponte Preta, Votoraty, Avaí, Bahia, Atlético/GO, Paysandu, Sampaio Corrêa, Atlético/PR, Fortaleza, Paraná e Sport

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quando dois valem mais que seis

O Rio de Janeiro tem o único campeonato que o campeão do turno comemora como se fosse o grande campeão do estado, com direito a pôster no dia seguinte nos jornais. A tradição e o charme da Taça Guanabara fazem isso.

E o Botafogo foi bi do primeiro turno carioca. Quem diria! Quando perdeu para o mesmo Vasco, por 6 a 0, o time não prestava, Loco Abreu era louco de comandar o ataque da estrela solitária e teve torcedor queimando a camisa em rede nacional. O Vasco era a nova máquina de jogar futebol, Dodô o rei do Rio e Mancini, quem sabe, um novo Telê Santana.

Um mês depois, quem nada valia hoje é visto com olhos deslumbrados. Um time certinho e ciente das dificuldades, comandado com simplicidade pelo iluminado Joel Santana. Os dois gols do Botafogo trouxeram redenção para o time do Manequinho. A goleada histórica, no turno, ficará para sempre marcada na vida de um Vasco x Botafogo, mas a volta por cima do Fogão também deverá ser contada.

O que os botafoguenses não podem esquecer é que, no ano passado, o time foi campeão da mesma Taça Guanabara, a torcida hostilizou o ex-técnico Cuca, que estava no Flamengo, chamando o antigo comandante de eterno vice No fim o Flamengo, de Cuca, acabou ficando com o título estadual e o Botafogo foi novamente vice. Será que este ano a história será diferente?

Sobre o clássico

As flanelas
Uma provocação bem-humorada que os atleticanos, mesmo chateados, precisam entender. Quando o Cruzeiro perdeu a Libertadores, para o Estudiantes, no outro dia o Galão, mascote do alvinegro, entrou em campo com uma bandeira argentina nas cores alvinegras. Faz parte do espetáculo e as torcidas existem para isso mesmo e não para provocar o caos, como antes da partida, na Rua Pd. Eustáquio.

O jogo
O esquema de Vanderlei Luxemburgo funcionou. Começava a marcar o Cruzeiro apenas na intermediária de defesa, buscando os contra-ataques e os atacantes cruzeirenses pouco perigo levaram ao goleiro Carini. Kleber e Thiago Ribeiro pouco fizeram diante da zaga atleticana. Os zagueiros Leonardo Silva, pelo lado azul, e Jairo Campos, pelo atleticano jogaram demais. O Atlético foi melhor durante boa parte da partida, mas incompetente na hora de concluir. Fábio fez poucas defesas. O Cruzeiro mais bem armado e entrosado, matou o jogo nas oportunidades que apareceram.

A falha
Jair Albano Felix falhou feio ao anular o gol de Diego Tardelli. Não era um lance complicado. O Atlético reclama de um pênalti em Muriqui que, na minha opinião, não aconteceu. Também não vi impedimento no lance do gol atleticano, pelo menos pela TV não ficou claro. Foi uma arbitragem normal, exceto pelo lance do gol anulado do Galo.

As substituições
As alterações de Adilson Batista decidiram a partida. Pelo menos, a entrada de Roger. Pegou na bola três vezes. Na primeira, colocou Thiago Ribeiro na cara do gol, na segunda, cobrou o escanteio para o segundo gol e, na terceira, marcou um golaço. Por outro lado, a entrada de Obina no lugar de Renan Oliveira acabou com o meio-campo atleticano. Embora Renan estivesse dormindo em campo, mais uma vez, ocupava o espaço e deixava Muriqui livre no ataque. A entrada de Obina fez Muriqui recuar e o Galo perdeu o meio-campo. E o Atlético não pode jamais contar com Junior e Marques para tentar decidir um clássico. Podem ser úteis quando o time estiver na frente. Para buscar a vitória, não dá.

As bananas e as declarações
Só um ingênuo para acreditar que Luxemburgo mostrou que tem sangue nas veias. É sempre assim, vários gestos daquele já foram feitos para os torcedores, rivais ou não, e a desculpa é sempre a mesma. Foi para mostrar raça. Que nada, foi banana mesmo e uma atitude intempestiva, no calor da partida. Algo que mostra certo desequilíbrio do comandante alvinegro. Alexandre Kalil também passou dos limites, mais uma vez, no twitter. Falou de assalto e pode ser, novamente, punido. Zezé Perrela também falou bobagem, somente para provocar. Não houve nó tático de Adilson em Luxemburgo. Houve, sim, boa utilização dos reservas cruzeirenses, o que não ocorreu pelo lado atleticano.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quem segura o Ipatinga? E Marco Aurélio? Se segura?

O Ipatinga realizou quatro partidas no Mineirão, três delas como mandante, venceu três e empatou uma. Não há como ignorar o time do Vale do Aço neste Mineiro/10. A vítima de ontem, o América, é um time que se equivale à equipe de Gilson Kleina. Ganhou quem teve mais paciência e falhou menos na defesa que, aliás, na minha opinião, é o ponto forte do Ipatinga na temporada.

A derrota, a segunda seguida, provavelmente terminará com a era Marco Aurélio à frente do Coelho. O experiente treinador é daqueles que precisa de tempo para acertar a equipe. Mas o coro de fora Marco Aurélio, ouvido na partida contra o Tupi, ganhou força na derrota de ontem. Não creio que os presidentes americanos o mantenham a frente do time. O imediatismo do futebol é sempre criticado, mas poucos dirigentes conseguem segurar um treinador após os primeiros resultados infelizes. O Coelho, que pintou como favorito após as duas primeiras rodadas, agora começa a ser questionado se irá se classificar. Muito cedo ainda... Demitir Marco Aurélio pode complicar um trabalho que poderia render frutos quando realmente interessa, na Série B.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carnaval de Santa Bárbara

Matérias sobre o Carnaval de Santa Bárbara na imprensa

A do MGTV:



E no portal UOL, basta clicar aqui

A estreia do Cruzeiro


Enrique Marcarian/Reuters
Não há muito o que comentar sobre a partida de estreia do Cruzeiro na Libertadores, contra o Velez Sarsfield, em Buenos Aires. Ela terminou aos dois minutos, com a expulsão do meia Gilberto. Jogador, aliás, que foi o personagem do grupo desde a terça-feira, quando surpreendentemente foi convocado por Dunga para a seleção, até receber o vermelho do árbitro uruguaio logo no início da peleja.

Reclamações quanto ao critério do árbitro Martin Vázquez são válidas, mas as duas expulsões celestes, ao meu ver, foram justas. Gilberto foi imprudente ao entrar daquela forma no malandro zagueiro Sebá e o vermelho não foi nenhum exagero. Os argentinos bateram e, em determinados lances, também mereciam ir para o chuveiro mais cedo, o que o uruguaio não teve coragem de fazer, ao contrário do critério usado com Gil que – justamente – levou dois amarelos e também deixou o campo antes do final da primeira etapa.

O restante da partida foi de um time assustado, se defendendo, e outro atacando, pressionando, mas perdendo um caminhão de gols graças à péssima pontaria dos seus jogadores e boas defesas do excelente Fábio. Em um grupo equilibrado, ainda acho que o Cruzeiro saiu no lucro por não ter sofrido uma sonora goleada. O saldo de gols pode ser importante para decidir o primeiro colocado da chave 7.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cruzeiro e São Paulo em campo pela Libertadores

Cruzeiro e São Paulo iniciam hoje a fase de grupo da Libertadores para os clubes brasileiros.

O time mineiro vai a Buenos Aires encarar seu adversário mais difícil na primeira fase, o Velez Sarsfield. Bom teste para os celestes que ainda não foram colocados à prova em 2010.

Ainda sem ter o time ideal em campo, o São Paulo joga em casa, contra o misto do Monterrey, do México. Existe a possibilidade que Cicinho, que chegou ontem, faça a reestreia com a camisa tricolor.

A Libertadores 10, sem Boca e River Plate, virou um prato cheio para os brasileiros, mesmo com a presença do Estudiantes, campeão ano passado. Não acredito que o título escape de um clube tupiniquim.