segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Grande Fla-Flu

Um Fla-Flu até mesmo quando não vale nada reserva grandes surpresas. O de ontem não foi diferente. Que virada espetacular do time rubro-negro, com grande show do Adriano.

Valeu mais pela gozação entre torcedores do que para o desfecho da Taça Guanabara, que deve ter os quatro grandes nas semifinais.

E o Petkovic continua se achando acima do bem e do mal. Mimado como tantos craques desse pobre futebol moderno. Que o Flamengo saiba tomar as providências necessárias para uma semana que seria de festa não se transformar em crise.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Começa a Libertadores para os clubes brasileiros

Sem os tradicionais Boca Juniors e River Plate, com quatro equipes brasileiras que reúnem sete títulos do torneio, começa hoje para os clubes tupiniquins, com a partida do atual vice-campeão, Cruzeiro, a Taça Libertadores da América.

O Cruzeiro vai a Potossi enfrentar o pífio Real, mas que tem na altitude seu principal aliado. O clube boliviano joga para repetir 2008, quando goleou o mesmo Cruzeiro, por 5 a 1, para sonhar em entrar na fase de grupos. Já o time celeste tem na manutenção do elenco a principal arma na tentativa de repetir a boa campanha de 2009. Reforços não estão descartados, mas certamente serão anunciados somente se o time passar pelo adversário dessa fase pré-Libertadores.

O São Paulo, dessa vez, começou a se reforçar e não somente contratar. A chegada de Rodrigo Souto e Alex Silva qualificam o grupo de jogadores que recebeu, desde o fim da temporada passada, os contestados André Luiz e Léo Lima.

O mais badalado time brasileiro neste início de Libertadores é exatamente o que nunca conquistou o torneio. O Corinthians, no ano do Centenário, contratou jogadores experientes para acabar com o carma de nunca se dar bem na competição continental. Ronaldo e Roberto Carlos comandam o time paulista em busca da obsessão chamada Libertadores da América.

O Flamengo chega forte para tentar o bi. Além dos astros Adriano e Petkovic, que comandaram a equipe no hexa brasileiro, o rubro-negro contratou Vagner Love para fazer dupla com o Imperador. O que pode atrapalhar a caminhada é a tentativa de conquistar o inédito tetra regional.

Dos clubes brasileiros, o mais discreto na mídia é o que conquistou o título pela última vez para o futebol do país. Mas o Internacional parece não estar de brincadeira. Contratou Jorge Fossati, campeão de “La Copa”em 2008, pela LDU, e coloca o time reserva no Gauchão para se dedicar totalmente ao bicampeonato das Américas.

Sem Boca e River, os cinco brasileiros aparecem como grandes favoritos ao título continental. Mas, se esse favoritismo vai se transformar na taça, saberemos somente em agosto.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Supresa na abertura do Mineiro foi o Zebu

A grande surpresa do início do Campeonato Mineiro foi a derrota do Ituiutaba, em casa, para o Uberaba, por 3 a 0. O BOA, sempre forte na Fazendinha, vem fazendo um papel ruim desde a Taça Minas Gerais do ano passado. A derrota assusta pelo elástico placar. O Zebu, por outro lado, mostra que o time campeão da Taça Minas entra para garantir vaga entre os oito classificados.

A goleada cruzeirense sobre o Uberlândia (6 a 0) não foi anormal. A diferença de qualidade técnica é estratosférica. Os empates entre Villa Nova e Améria/TO (1 a 1) e Caldense e Democrata (0 a 0) também são resultados normais. Pior para o Leão e o time do Sul de Minas, que perderam pontos em casa.

O Tupi não bobeou em Juiz de Fora e largou na frente, vencendo o Ipatinga, por 1 a 0. O grande empate (1 a 1) entre Galo e América mostrou que o Coelho não tem um time bobo e que o Galo pode realmente ter um bom ano. Os comandados de Luxemburgo cansaram muito no fim da partida e, mesmo com 10 durante boa parte da primeira etapa, segurou o América que mostrou qualidade principalmente no meio-campo. Destaque para Luciano e Wellington Paulo pelo lado verde e Jairo Campos e Fabiano pelo lado alvinegro.

Mas para Galo e Cruzeiro, que almejam muito em 2010, o Estadual vale pouca coisa. Principalmente esta primeira fase, que classifica oito clubes. Que os cruzeirenses não se iludam com a goleada da 1ª rodada, e que os atleticanos não acreditem que os placares elásticos que certamente virão sejam a certeza que o time está pronto para as competições mais fortes.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Obina pode ser um ídolo no Galo


Não, ele não é melhor que Eto´o.

Mas também não é pior que vários atacantes que vestiram a camisa atleticana nos últimos tempos e este blogueiro, por conta própria, inclui Pedro Oldoni, Alessandro, Éder Luís e Julio Cesar, para ficar somente na última temporada.

Não é nada, mas Obina conseguiu colocar mais um pouco de Atlético na mídia. A contratação do folclórico atacante foi destaque em vários sites nacionais, principalmente depois da homenagem da comunidade oficial do Galo, que criou o avatar “Barack Obina – Yes, He CAM”.

Essa exposição faz gol? Conquista três pontos ou títulos?

Claro que não.

E quanto tempo vai durar essa “Obinamania”?

Isso, dependerá do rendimento do atacante e do time dirigido por Vanderlei Luxemburgo.

Obina pode, sim, entrar para a história do Atlético. Assim como Dadá Maravilha, outro atacante de qualidade técnica duvidosa, mas carismático e com faro de gol invejável, entrou.

É quase unanimidade que Obina é um sujeito do bem no sujo e cheio de pernas meio do futebol. Por isso, essa empatia acontece onde quer que ele desembarque. Assim foi no Flamengo e Palmeiras. Obina é notícia muito mais por essa qualidade de agradar a todos (torcida, imprensa e companheiros) do que pela falta de talento.

Deslizes aconteceram, óbvio, como na briga com Maurício, do Palmeiras. Jejuns de gol foram vários, principalmente no Flamengo; críticas pela falta deles foram incontáveis.

Mas, no Atlético, Obina pode se tornar um goleador, principalmente pela fragilidade dos adversários no Campeonato Mineiro e primeiras fases da Copa do Brasil. Não importa se fará gols de canela, bico ou barriga. Não existe gol feio, feio é não fazer gols, como um dia disse o Dario Peito de Aço.

Em abril, quando os jogos difíceis começarem pra valer, veremos se Obina será mesmo um ídolo atleticano, ou apenas mais um rio passou na vida alvinegra, assim como “Mixirica”, por exemplo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Com cara de filme repetido, começa hoje o Mineiro/10

Somente uma grande surpresa fará com que Cruzeiro ou Atlético não fiquem, mais uma vez, com o título estadual em Minas Gerais. Mesmo com a valorização financeira dos clubes do interior e a boa fase do América, respeitado pela volta à Série B e pela boa administração, a diferença dos dois gigantes da capital para os outros é absurda. O Coelho, pela tradição, talvez seja o único que pode surpreender e desbancar Galo ou Raposa do trono no Estadual em Minas Gerais.

Os clubes do interior entram na disputa de um campeonato paralelo. Garantir a permanência no Módulo I é o objetivo. Conseguir uma vaga na Copa do Brasil ou na Série D, um prêmio. Chegar às semifinais, como o Ituiutaba e Rio Branco fizeram no ano passado, e o Tupi, no anterior, a glória.

O campeonato é curto, são apenas 11 jogos e qualquer cochilo na reta de largada pode terminar com o sonho de uma boa campanha. O Uberlândia, em 2009, perdeu as três primeiras partidas e passou as rodadas restantes lutando contra o rebaixamento, conseguindo escapar nas duas últimas partidas.

A fórmula de disputa não empolga. São 12 equipes e oito se classificam para a fase seguinte. Praticamente impossível que Atlético e Cruzeiro deixem de figurar entre os classificados. A facilidade é tão grande que o Cruzeiro, no campeonato anterior, não escalou o time titular em nenhuma partida da fase inicial e se classificou invicto.

Polêmicas de arbitragem, bate-boca entre dirigentes, reclamações de gramados e estádios, briga pelo túnel, uma equipe sendo saco de pancadas, outra que pode surpreender. Tudo isso veremos no Mineiro 2010. Se você está lembrado de ter ouvido falar de algum dos assuntos listados, fique certo que não é coincidência. É filme repetido mesmo, daqueles que passam na Sessão da Tarde.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E agora, Dunga?

Foto: Reuters
O primeiro final de semana de futebol profissional no Brasil foi ofuscado por uma atuação de gala de Ronaldinho Gaúcho, na Itália.

Como a primeira rodada dos estaduais do RJ, SP e RS não empolgaram, com times desfalcados e desentrosados, os três gols e as jogadas do craque brasileiro com a camisa do Milan ocuparam os maiores espaços nos jornais, programas esportivos da TV, sites, blogs e redes sociais.

Ronaldinho está jogando bem há algum tempo, méritos para Leonardo, técnico do Milan, e a pressão será tão grande que dificilmente Dunga deixará de convocar o camisa 80 para a Copa.

Resta saber quem perderá a vaga no avião para a África. Alguns meias e atacantes que coloquem as barbas de molho.

No meio, Kaká é certo entre os 23 da Copa. A opção que talvez mais agrade a torcida é ver Ronaldinho ocupar a vaga de Julio Batista, mas o ex-são-paulino tem crédito com o treinador desde a Copa América da Venezuela, quando estrelas como os próprios Kaká e Ronaldinho pediram dispensa, enquanto Julio e Robinho compareceram na primeira competição oficial de Dunga. A versatilidade é outro ponto a favor de Julio Batista. O jogador da Roma atua em várias posições no meio e, no time italiano, joga como atacante. Elano também dificilmente deixará de estar entre os convocados, pois faz parte do grupo há muito tempo, sobrando para Ramires ou, caso Dunga opte por deixar um volante de fora, Felipe Melo.


Se Ronaldinho for a Copa no lugar de um atacante a batata de Nilmar começa a assar, embora em excelente fase com a camisa da seleção. Dunga dificilmente deixará de chamar Robinho, mesmo não jogando nada há muito tempo. Luis Fabiano é nome certo e outro homem de área, provavelmente Adriano, também deverá ser convocado. Outra possibilidade é o treinador convocar cinco atacantes, com Ronaldinho ocupando uma das vagas.

Domingo tem o derby de Milão. Se Ronaldinho brilhar, como no último final de semana, praticamente se garantirá no voo para a África. Resta saber se, até lá, garantirá o lugar na janelinha.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bola rolando pelo Brasil


Ela voltou a rolar nos gramados brasileiros.

Um pouco mal-tratada, é verdade, culpa da falta de prática adquirida nas férias. Afinal, foram mais de um mês sem poder chutá-la, cabeceá-la, passá-la.

Mas se não foi tão bem tratada, a bola encontrou inúmeras vezes, de Norte a Sul, o lugar que mais gosta; a rede.

Em SP, Santos e Palmeiras golearam na primeira partida do ano. O Corinthians, sem Ronaldo e Roberto Carlos, apenas empatou e o São Paulo foi derrotado pela Lusa.

No RJ, os quatro grandes venceram. Flu e Botafogo com mais facilidade do que Fla e Vasco.

Os grandes gaúchos também começaram o ano vencendo. O Colorado, com mais facilidade que o Grêmio.

No meio de semana é a vez de MG dar as boas vindas ao futebol profissional.

Já estávamos com saudade.