segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bola rolando pelo Brasil


Ela voltou a rolar nos gramados brasileiros.

Um pouco mal-tratada, é verdade, culpa da falta de prática adquirida nas férias. Afinal, foram mais de um mês sem poder chutá-la, cabeceá-la, passá-la.

Mas se não foi tão bem tratada, a bola encontrou inúmeras vezes, de Norte a Sul, o lugar que mais gosta; a rede.

Em SP, Santos e Palmeiras golearam na primeira partida do ano. O Corinthians, sem Ronaldo e Roberto Carlos, apenas empatou e o São Paulo foi derrotado pela Lusa.

No RJ, os quatro grandes venceram. Flu e Botafogo com mais facilidade do que Fla e Vasco.

Os grandes gaúchos também começaram o ano vencendo. O Colorado, com mais facilidade que o Grêmio.

No meio de semana é a vez de MG dar as boas vindas ao futebol profissional.

Já estávamos com saudade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pesquisador relata como está o Haiti após o terremoto

O texto abaixo é de um pesquisador brasileiro, da Unicamp, que está no Haiti. O relato foi publicado em um blog.

O link do blog é este: http://lacitadelle.wordpress.com/


Haiti: estamos abandonados
13 13UTC Janeiro 13UTC 2010, 23:39 Arquivado em:
HAITI

"A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento.

O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.

O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?

A ONU gasta meio bilhão de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah. Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, Coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.

Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela?

Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros.

Longe de mim ser contra qualquer medida nesse sentido, mesmo porque, por sermos estrangeiros e brancos, também poderíamos necessitar de qualquer apoio que pudesse vir da Minustah.

A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.

A polícia haitiana, frágil e pequena, já está cumprindo muito bem seu papel – resguardar supermercados destruídos de uma população pobre e faminta. Como de praxe, colocando a propriedade na frente da humanidade.

Me incomoda a ânsia por tragédias da mídia brasileira e internacional. Acho louvável a postura de nossa fotógrafa de não sair às ruas de Porto Príncipe para fotografar coisas destruídas e pessoas mortas. Acredito que nenhum de nós gostaria de compartilhar, um pouco que seja, o que passamos ontem.

Infelizmente precisamos de mais uma calamidade para notarmos a existência do Haiti. Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.

Espero que todos os que estão acompanhando o desenrolar desta tragédia também se atentem, antes tarde do que nunca, para este pequeno povo nesta pequena metade de ilha que deu a luz a uma criatividade, uma vontade de viver e uma luta tão invejáveis."

Otávio Calegari Jorge

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A espera atleticana


Como já é costume, o atleticano começa a temporada sob o signo da esperança.

Ansiosos para voltar a ver o time em ação, o atleticano aguarda e acompanha as especulações envolvendo nomes para reforçar o elenco.

Falou-se em Cáceres, Kleber Pereira, Mancini, Lincoln, Rafael Sóbis, Renato.

A diretoria não confirmou nenhum desses nomes, embora alguns tenham afirmado que conversaram com a cúpula alvinegra.

Certeza mesmo, pouco até o momento. Apenas Jairo Campos, Leandro, Muriqui e Marcelo Nicácio. Todos, aquém da expectativa dos torcedores.

A torcida vibrou com a saída de jogadores contestados como Thiago Feltri, Renan, Márcio Araújo, Alex Bruno e Eder Luis mas está preocupada com a falta de reforços no elenco alvinegro.

Se os que saíram, em sua maioria, apresentaram pouca coisa com a camisa atleticana, podem fazer falta na hora de compor o elenco para uma temporada longa como a do futebol brasileiro.

Obvio que a diretoria atleticana está correndo atrás de reforços, mas o silêncio e a falta de anúncios oficiais preocupam a massa.

Hoje, faltando 11 dias para a estreia em 2010, parece que o Galo voltou das férias mais fraco do que terminou a temporada passada.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Um Coelho forte


Fiquei bem impressionado com a entrevista que Olímpio Naves, um dos sete presidentes do América, concedeu ontem ao jornalista Bruno Azevedo, no Programa Bastidores, da Rádio Itatiaia.

O diretor falou sobre assuntos importantes para o futuro do Coelho e foi firme, valorizando a instituição diante de patrocinadores e a Rede Globo. Naves a todo momento lembrava que o América é outro. Aquele clube que esteve no fundo do poço, disputando o Módulo II do Campeonato Mineiro, com ameaça de ter telefone da sede cortado por falta de pagamento, não existe mais. O América, aos poucos, vai se reestruturando.

Naves explicou a situação do clube com relação à transmissão dos jogos do Mineiro, que ainda não está fechada com a TV Globo porque, no ano passado, o clube, Atlético, Cruzeiro e a própria Globo fizeram um acordo para que os dois outros da capital repassassem um valor ao Coelho para complementar a cota, que estava definida como de clube do interior. O Cruzeiro deu o OK e falta o Atlético definir a parte dele nesse acordo. Se não chegarem a um consenso, o América não terá suas partidas transmitidas porque a diretoria entende que o clube não pode ser tratado como clube do interior. E eles realmente estão certos nessa questão.

Outro tema importante foi os patrocinadores do clube para a temporada 2010. O BMG ainda não está fechado porque pretende pagar um valor menor do que o América entende que merece. Outros parceiros – a Habitare, PBH e Rivelli – já estão fechados para expor as marcas no uniforme do clube. Se o banco mineiro não chegar ao valor que o Coelho quer, outras marcas estão na briga para ser o patrocinador máster do clube em 2010 ano que o América terá todos os jogos transmitidos pela TV, seja aberta, fechada ou PPV, caso feche o acordo com a Globo para o Mineiro. Na Série B já está definida a situação e o time mineiro estará na telinha. Isso é valorizar a marca, não aceitar migalhas, situação semelhante à vivida pelo Atlético na temporada passada, que jogou com a camisa limpa, porque o presidente não aceitou as “esmolas” oferecidas pelos possíveis parceiros.

O América perece mesmo ter mudado, trabalhando com os pés no chão, sem se desvalorizar e colhendo importantes frutos. Se tudo continuar assim, é grande a chance do Coelhão estar forte no cenário nacional no ano do centenário, em 2012.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Está no Observatório da Imprensa

CASO BORIS CASOY
O destino acerta suas contas

Por Celso Lungaretti em 5/1/2010

Na manhã de segunda-feira (4/1), as dezenas de postagens no YouTube referentes aos comentários que o apresentador Boris Casoy inadvertidamente fez sobre os garis no Jornal da Band já haviam sido vistas quase 1,2 milhão de vezes. A mais assistida estava na casa de 850 mil hits.

Se alguém ainda não sabe, o noticioso levou ao ar saudações de Ano Novo de dois simpáticos garis: um senhor branco já com cabelos brancos e um negro na faixa de 40 anos. Causaram ótima impressão, com seu ar digno e uma alegria que não parecia forçada. Depois, enquanto eram exibidas vinhetas, ouviu-se a voz de Casoy no fundo, comentando com a equipe:

"Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala de trabalho!"

No dia seguinte Casoy pediu "profundas desculpas aos garis e aos telespetadores da Band" pelo que escutaram em razão de um "vazamento de áudio" (na verdade, só ouviram isso porque ele disse...). Fê-lo, entretanto, de maneira burocrática e pouco convincente, não aparentando estar nem um pouco arrependido do desprezo aristocrático que manifestou pelos trabalhadores humildes. As postagens relativas no YouTube não somavam hoje nem 100 mil exibições.

Lembrei-me da rainha Maria Antonieta recomendando aos pobres que, se não tinham pães, que comessem bolos. Perdeu a cabeça. Casoy teve mais sorte, só quebrou a cara...
Fiquei matutando sobre o destino e seus contrapesos. Às vezes a mesma pessoa é brindada com a sorte grande num momento e tira o azar grande adiante. Ou vice-versa.

Casoy é elitista, racista, conservador e reacionário desde muito cedo. Um velho companheiro que com ele cursou Direito no Mackenzie me contou: aos 23 anos, Casoy era um dos líderes da ala jovem do Comando de Caça aos Comunistas, que tinha nessa faculdade um de seus focos principais.

Mais: nos idos de 1964, Casoy chegou a ser citado em reportagem da revista Cruzeiro como membro destacado da juventude anticomunista.

A quartelada o beneficiou, claro: foi homem de imprensa de um ministro do governo Médici e do secretário da Agricultura de São, Herbert Levy, outra figurinha carimbada da direita. Mas, nem tinha texto de qualidade superior, nem era uma figura agradável na telinha, portanto estava direcionado para uma carreira mediana no jornalismo, não fosse uma moeda que caiu em pé.

Sete anos

Isto aconteceu quando o comando do II Exército aproveitou uma frase imprudente do cronista Lourenço Diaféria (sobre mendigos urinarem na estátua de Caxias) para intervir na Folha de S.Paulo.

Os militares exigiram a destituição do diretor de redação Cláudio Abramo (trotskista histórico), o afastamento de alguns profissionais (demitidos ou realocados) e o abrandamento da linha editorial.

O proprietário Octávio Frias de Oliveira, que sempre se definiu como comerciante e não jornalista, negociou. Servil, aceitou até substituir Abramo por um homem de absoluta confiança do regime militar: Casoy, que editava a coluna "Painel" (sobre os bastidores políticos), então um espaço dos mais secundários no jornal.

Igualmente secundário era Casoy para os leitores da Folha e para os próprios militantes/simpatizantes da esquerda. Suas posições fascistóides eram ignoradas pela maioria.
Aí, como diretor de Redação, calhou de ser ele o principal defensor do jornal num episódio de reação à censura. Ou seja, sob palco iluminado, o lobo teve seu momento de cordeiro, o caçador de comunistas maquilou sua imagem para a de defensor da liberdade de expressão.

Sua carreira deslanchou. Depois de comandar a redação da Folha por sete anos (saiu para dar lugar ao filho do patrão), voltou a editar a coluna "Painel", cuja importância crescera nesse ínterim. Finalmente, tornou-se conhecido pelo grande público como apresentador do Telejornal Brasil, do SBT, entre 1988 e 1997.

Justiça divina

Novamente os fados o bafejaram. Numa emissora que investia pouco em jornalismo e não tinha reportagens para mostrar que, quantitativa e qualitativamente, chegassem nem perto das exibidas pela Rede Globo, o jeito foi deixar crescer o espaço do apresentador.

Casoy pôde, assim, atuar como um âncora à moda dos EUA, fazendo comentários catárticos sobre episódios de corrupção política (principalmente) que eram concluídos com um ou outro de seus bordões habituais: "Isto é uma vergonha!" é "É preciso passar o Brasil a limpo!".
Ou seja, para telespectadores da classe "C" e "D", ele passou a personificar o justiceiro que atirava a verdade na cara dos poderosos. É um público que, em sua ingenuidade, valoriza desmesuradamente essa justiça retórica e ilusória, sem perceber que, depois do desabafo, continua tudo na mesma...

Assim, por novo golpe do destino, um comunicador azedo conquistou a simpatia dos pobres e dos muito pobres, ao expressar seu inconformismo impotente face às agruras que os atingem e eles são incapazes de compreender em toda sua extensão.

É fácil canalizar seu justo ressentimento contra os políticos desonestos. Tanto quanto é conveniente, para os poderosos, mantê-los na ignorância de que o maior vilão em suas sofridas existências atende pelo nome de capitalismo.

Servindo tão bem os interesses do sistema, Casoy atravessou as duas últimas décadas como um aclamado populista televisivo de direita.

Só teve alguns percalços ao exagerar na dose contra o governo Lula, mas seus pés de barro continuaram, tanto quanto possível, ignorados pelo grande público. Agora, um acaso revelou ao Brasil inteiro que indivíduo insensível e preconceituoso é, na verdade, Boris Casoy.
Alguns viram este episódio como um exemplo da justiça divina em ação. Quem sabe?


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Copinha não empolga



A Copa São Paulo de Futebol Júnior sobrevive há algum tempo somente graças à tradição do torneio, que já revelou grandes nomes para o futebol brasileiro e pela mídia que apóia a competição numa época que o futebol brasileiro está parado.

O torneio atual virou um verdadeiro mercado persa para os clubes ou empresários exporem suas mercadorias disfarçadas de jovens promessas do futebol. Não é a toa que há dois anos o torneio mudou a faixa etária, aceitando apenas jogadores até 18 anos quando, antigamente, era sub-20, ou a antiga categoria de juniores. É muito mais fácil negociar para o futebol do exterior uma promessa de 18 anos do que um “veterano” atleta na casa dos 20 anos.

E os jogadores sabem disso. Eles estão mais interessados em fazer firula nos gramados para empresário ver do que aprender algo que possa ser útil quando ascenderem para os profissionais. Isso quando não estão preocupados com o penteado, conceder entrevista com vastos cordões de ouro, ou jogar com as chuteiras mais chamativas.

A atual Copa São Paulo recebe clubes que nada acrescentam à competição, a não ser aos gananciosos olhos dos empresários da bola. Clubes como Desportivo Brasil, Primeira Camisa, Olé Brasil, Pão de Açúcar que, descaradamente, estão interessados em colocar jogadores na vitrine da competição paulista ao invés de criar atletas e, acima e tudo, homens.

Esperar que apareçam nessas competições de base jogadores como Cerezo, Falcão, Romário é acreditar no conto da carochinha ou na “convincente”mensagem do presidente da FPF, Marco Polo Del Nero.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O primeiro post do ano!

2010 começou e os torcedores mineiros contam somente com a esperança até o momento.

Galo e Cruzeiro ainda parecem tímidos na busca por reforços.

Desde o fim da temporada passada, especulações aos montes.

Jornalistas e empresários já montaram verdadeiros esquadrões para os dois gigantes do estado.

Lugano, Alex, Ricardo Oliveira e Valdívia já estiveram “certos” com os celestes;

Cáceres, Rafael Sóbis, Mancini e Lincoln estavam “quase 100%” na Cidade do Galo.

Kleber Pereira, segundo a imprensa das alterosas, fechou com os dois.

Mas, de concreto, pouca coisa até aqui.

A verdade é que somente os presidentes dos dois clubes sabem quem está perto de ser contratado. O resto não passa de especulação, algum trabalho de apuração e chutes, muitos chutes. Daqueles do tipo “ouvi de uma pessoa ligada à diretoria”.

Os torcedores sonham com os nomes listados acima e acordam no dia 5, data da apresentação, com Anderson Lessa, Patric, Leandro e Jairo Campos.

A esperança azul é a base bem montada nos últimos anos.

A expectativa atleticana tem nome: Vanderlei Luxemburgo.

Que comecem os jogos!