terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bela iniciativa

Está no Portal Uai:

Três cidades históricas se juntaram para fazer, cada uma, um carnaval grandioso no formato dos velhos tempos. Nas ruas de São João del-Rei (Campos das Vertentes), Mariana e Ouro Preto (Região Central) não vão faltar Mamãe eu quero, Cabeleira do Zezé e Chiquita Bacana. A ordem comum é organizar uma festa com ritmos tradicionais com espaço para marchinhas, desfiles de blocos e escolas de samba. Axé, funk, rock e sertanejo estão proibidos na área pública delimitada para as atrações contratadas pelas prefeituras. Não serão tolerados também qualquer tipo de música alta em carros. Em São João, o prefeito publicou decreto com a proibição e combinou a vigilância com 60 militares que vão cuidar da segurança da folia.

As três cidades se juntaram pela primeira vez para fazer o projeto Carnaval das Cidades Históricas, que será lançado hoje em Belo Horizonte. Além de uma campanha de divulgação comum, eles planejaram em conjunto a programação, a estrutura e a segurança. O objetivo é mudar a cara da farra nesses locais e atrair turistas para o que o secretário de Cultura e Turismo de São João del-Rei, Ralph Justino, chamou de carnaval de antigamente. “A meninada que quer outro tipo de festa vai para um espaço público maior. Não somos contra nada, mas não é nosso perfil.”

Outros estilos musicais terão espaço em áreas fechadas e pagas para garantir opção para todos. Em São João, o estacionamento da Universidade Federal (UFSJ) receberá o Carnaval Universitário. Justino e os outros secretários acreditam que a folia nas cidades históricas mineiras pode ficar tão famosa quanto as mais tradicionais do país – Rio de Janeiro, Salvador e Recife.

O grupo pensa em convidar ao menos mais dois municípios – Sabará e Diamantina – e fazer uma festa ainda maior com possibilidade de financiamento do governo federal e de empresas, a partir de 2010. O grupo congrega cidades com conjuntos históricos significativos, desde que tenham mais de 40 mil habitantes com estrutura básica para atender visitantes. “Queremos trazer para essas cidades pessoas que respeitem o patrimônio e a segurança.”

Programa

Em São João del-Rei, a Avenida Presidente Tancredo Neves vai receber desfiles de escolas e blocos a partir das 20h nos dias do carnaval. Às 15h, diariamente, a turma das marchinhas estará no Centro. Em Mariana, a prefeitura garante que a cidade está preparada para receber mais de 30 mil pessoas. Em busca do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, da Unesco, a cidade vai embalar foliões com motivações contra a violência. Entre as atrações mais populares estão os “catitães”, bonecos gigantes e artesanais que saem às ruas de Mariana desde 1852.

A vizinha Ouro Preto dividiu a programação em cinco espaços no Centro Histórico. Haverá apresentação de grupos tradicionais, será hip hop e também axé e funk, no Estacionamento da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

O link: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/02/03/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=97766/em_noticia_interna.shtml

Nota do blog: quem dera se Santa Bárbara tomasse inicitaivas como essa.

Observações sobre o Guarani, de Divinópolis

O Guarani, de Divinópolis, disputa desde 2003 o Campeonato Mineiro do Módulo I de forma ininterrupta. O clube da estrela do oeste alcançou o acesso em 2002, quando conquistou o Módulo II e, desde então, não caiu mais.

É o quarto time que está a mais tempo na elite mineira, atrás apenas de Atlético, Cruzeiro e Villa Nova. Em um campeonato no qual os clubes do interior se equivalem, um feito digno de se comemorar. Desde que o Guarani subiu para o Módulo I, vários times passaram pela elite e caíram novamente. Ipatinga, os dois Democratas, Uberlândia, Tupi são alguns exemplos.

Nestes seis anos na elite, a melhor colocação do Guarani foi o quinto lugar, no ano passado. O time teve também o artilheiro da competição, Jajá, com sete gols, que é jogador do Cruzeiro e ainda hoje é ídolo na cidade. O clube esteve ameaçado pelo rebaixamento algumas vezes. Em 2003, 2006 e 2007, foi 10º colocado. Alcançou a sexta colocação em 2004 e no ano seguinte foi o oitavo.

Este ano, o time não vem bem. Foi derrotado na estréia, em Gov. Valadares e perdeu também em casa, para o Uberaba, no último domingo. Como sempre acontece, sobrou para o técnico. Brandãozinho foi demitido após a segunda derrota. No início do ano o clube passou por sérias dificuldades em virtude das chuvas que caíram sobre Divinópolis. O volume de água do rio que passa ao lado do Estádio Waldemar Teixeira de Faria subiu e inundou as dependências do Farião deixando um grande prejuízo para o clube.

Lance de Guarani 0x1 Uberaba, no Farião

A torcida do Bugre é uma das mais fieis do interior do estado. Fácil observar faixas das torcidas em qualquer estádio que o time jogue. No último domingo fez festa, cantou, tentou incentivar o time, mas não foi o suficiente para furar o bloqueio do Uberaba. Boa parte da torcida reclamou muito de alguns jogadores, principalmente do lateral esquerdo Lima.



A torcida do Bugre tentou incentivar o time nas arquibancadas...


... e no famoso morro da Pitimba

A principal estrela do Bugre é o veteraníssimo Hgamenon, que disputa seu 14º campeonato mineiro. O jogador de meio-campo já defendeu diversos clubes, mas fez mais sucesso com a camisa do Guarani. Contra o Uberaba, o ídolo entrou no intervalo e teve atuação discreta. No próximo sábado, mais uma chance de reabilitação, em casa. O time recebe o Tupi, de Juiz de Fora, em busca do primeiro triunfo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Três 100%, outros três sem pontuar

Três times 100%, outros três que ainda não pontuaram. Ainda é cedo para fazer previsões mas, com apenas duas rodadas, o campeonato já vai tomando uma forma.

A única certeza é que uma hora ou outra o Atlético vai engrenar e começar a figurar entre os primeiros colocados. Muito mais pela fragilidade dos adversários do que propriamente pela grande qualidade do elenco atleticano. O empate em Juiz de Fora foi um castigo à soberba alvinegra que, após fazer 2 a 0, resolveu enfeitar a partida. Foi muito bem castigado pela firula.

Cruzeiro, Democrata e Ituiutaba foram os únicos que venceram duas vezes. Os celestes devem aproveitar enquanto a Copa Libertadores não começa para armazenar gordura e poupar o time a partir da metade de fevereiro. Como era previsto o time passeou em campo ontem, contra o Social (5 a 0).

O Democrata mostra mais um bom trabalho do treinador Moacir Junior. Na estréia, mesmo debaixo de chuva, era perceptível que o time tem padrão de jogo, toca bem a bola e vai dar trabalho no estadual. Ontem, fora de casa, contra o Villa, uma bela vitória (3 a 1) que coloca a Pantera como candidata a uma das oito vagas na segunda fase. Não pelo resultado, mas pelo futebol apresentado.

Quem também fez bonito foi o BÔA. Como todos os anos, O ituiutaba será um time difícil de ser batido na Fazendinha. Mesmo com um homem a menos desde os 13min, quando já vencia por 1 a 0, o time não se abateu e abriu três a zero sobre o Rio Branco. No fim, o Azulão diminuiu para 3 a 2, mas nada que assustasse a torcida boveta.

Do outro lado da tabela, equipes que devem começar a colocar as barbas de molho.

O Villa Nova, com uma equipe muito jovem, peca pela inexperiência. Mais uma derrota, pelo mesmo placar, e a situação do Leão se complicando. O próximo adversário será o Cruzeiro, numa parada dura no Alçapão do Bonfim, e três dias depois o Ituiutaba, no Pontal do Triângulo.

O Guarani foi surpreendido em casa, pelo Uberaba (1 a 0) e mostrou um time limitado. Se na estréia já havia mostrado muitas deficiências, ontem, no Farião, o time não conseguiu furar o bloqueio do Zebu, que se recuperou na competição. Minhas observações sobre o Farião e o jogo serão temas de um post ainda hoje.

O Uberlândia é a outra equipe que perdeu duas vezes. Mas, para o time do Triângulo ainda há a desculpa que enfrentou duas equipes da capital nas primeiras rodadas. De qualquer forma, o Verdão precisará da vitória no clássico contra o Uberaba.

A média de gols da 2ª rodada foi muito boa, 20 gols em seis partidas, 3,33 por jogo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Galo fora, Cruzeiro em casa e briga pelo 100% em Ituiutaba

Amanhã, em Juiz de Fora, o Tupi recebe o Atlético. Jogo perigoso para o modificado Galo que empatou com o América na estréia. Vencer na Manchester mineira nunca foi tarefa fácil. O Tupi, que assim como o Atlético não saiu do 0 a 0 no primeiro jogo, terá o apoio da torcida mas, infelizmente, em número bem menor do que poderia assistir a partida. Apenas 12 mil lugares foram liberados no Mário Helênio.

No domingo, o Cruzeiro deve passar pelo Social. Jogando em casa, com o apoio do torcedor, não creio em dificuldades para os celestes alcançarem a segunda vitória.

No interior, três jogos:

Na Fazendinha, jogo de vencedores. O Ituiutaba recebe o Rio Branco e quem triunfar pode dormir na liderança ou, na pior das hipóteses, entre os três primeiros do campeonato.

Em Divinópolis, o Guarani recebe o Uberaba. Ambos foram derrotados na estréia e quem perder dará as mãos ao Uberlândia, que perdeu na abertura da rodada, para o América, por 1 a 0.

Outro que não pode perder é o Villa Nova, que recebe o Democrata. O time de Nova Lima estreou mal, contra o Rio Branco, em Andradas, e busca a recuperação no Alçapão do Bonfim. Para a Pantera, um empate não pode ser considerado mau negócio.

Palpites: Atlético, Cruzeiro,Ituiutaba, empate, empate.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Giro pelo interior mineiro V

O atacante Edmilson, ex-Cruzeiro, contratado pelo Rio Branco, está regularizado na FMF e poderá reforçar o Azulão no compromisso do próximo domingo, contra o Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.
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Embalado pela boa estréia do Campeonato Mineiro, o Democrata encara no próximo domingo o Villa Nova, em Nova Lima. A Pantera apresentou o zagueiro Fernando, campeão da Taça Minas Gerais, no ano passado, quando defendia o Tupi.
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Derrotado na estréia do estadual, o Villa Nova aposta nos números para arrancada, em casa, contra o Democrata. Leão e Pantera se enfrentaram 53 vezes, com 19 vitórias do Villa, 20 empates e 14 triunfos do Democrata. Na última vez que se enfrentaram em Nova Lima, pela Série C de 2007, o Leão do Bonfim conseguiu a maior goleada do confronto, 7 a 1.
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O empate em casa, contra o Tupi, foi considerado um resultado ruim pelo Social, principalmente por causa dos próximos confrontos do time de Cel. Fabriciano. Os próximos dois adversários do Saci serão o Cruzeiro, domingo, no Mineirão, e o Atlético, no dia 07 de fevereiro, partida que será realizada no Ipatingão e não no estádio Louis Ensch.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Gov. Valadares salva média de gols da rodada

Antes da partida de ontem, entre Democrata e Guarani, em Gov. Valadares haviam sido marcados oito gols em cinco partidas, média de 1.6, por jogo, com direito a dois 0 a 0, no Mineirão e em Coronel Fabriciano.

Com a rede balançando cinco vezes, no Mammudão, a média deu um salto para 2.16. Mesmo assim é a menor média para uma abertura de Campeonato Mineiro, desde 2005, quando foram marcados 12 gols em seis jogos – média de 2 por jogo.

Se os artilheiros não estiveram inspirados na abertura como nos últimos três anos – destes a melhor média foi em 2007, 23 gols em seis partidas – aconteceram golaços. O primeiro de ontem, olímpico, marcado por Zé Maria, da Pantera, foi um deles. Domingo, em Andradas, outras duas pinturas. O primeiro do campeonato, marcado por Márcio Guerreiro, do Rio Branco, e o de Joabe, o de honra do Leão do Bonfim.

Nas seis partidas houve duas vitórias de visitantes – Cruzeiro e Ituiutaba – duas de mandantes – Rio Branco e Democrata e dois empates, ambos sem gols. Muito equilíbrio numa época em que os clubes ainda estão se acertando.

Hoje já começa a segunda rodada com o animado Coelho recebendo o Uberlândia, no Independência no pornográfico horário de 22 horas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Bastidores de Galo e Coelho

O América, como há muito tempo não jogava no Mineirão, ficou perdido. Não dentro de campo, pois o time comandado por Flávio Lopes fez uma partida de igual para igual com o Atlético, mas na chegada ao estádio. O ônibus do clube se dirigiu para o hall principal, antigo “estacionamento” das delegações. O segurança americano teve que sair afobado e pedir auxílio à PM para que o ônibus do Coelho se dirigisse ao portão 13. Lógico, sob vaias e xingamentos da torcida atleticana.

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A torcida americana foi mais uma a mostrar bandeiras com os rostos de craques do passado estampados. Pedro Omar – meia campeão mineiro de 1971 e Satyro Taboada, o artilheiro do decacampeonato, foram os homenageados. Outro ex-jogador americano foi homenageado, mas na “calçada da fama” do Mineirão. Amaury Horta, também campeão mineiro em 1971, colocou os pés ao lado de craques como Reinaldo, Palhinha, Eder e Pelé.

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Na primeira “partida oficial” sob comando do novo presidente, Carlos Cruz, a AMCE esteve digna de aplausos. Os funcionários da entidade estavam devidamente uniformizados, o que facilita a identificação para aqueles que precisaam dos serviços da AMCE no estádio. De “lambuja”, mais uma edição d’ O Cronista, periódico da entidade.

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Fotógrafos e quem mais precisou da internet no estádio ficou a ver navios. Simplesmente, não funcionou. Aliás, inadmissível que um estádio como o Mineirão não disponibilize wirelles para os profissionais que lá trabalham. Não é somente em jogos do Brasil que há demanda para esse tipo de serviço. Em estádios no interior, como o Ipatingão e o Mário Helênio, em Juiz de Fora, há a internet sem fio disponível para todos.

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Quando chegou ao Mineirão, o prefeito Márcio Lacerda foi cercado. Tapinhas nas costas, abraços, apertos de mão. Um grande número de pessoasqueriam trocar uma palavrinha com o prefeito ou, ao menos, sair em uma foto ao lado dele. Se fosse a um ano atrás...