sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Luto xavante

Em outubro do ano passado estive em Ituiutaba, para trabalhar na partida entre o time da casa e o Brasil, de Pelotas, pela terceira fase da Série C.

O time gaúcho, já classificado, foi ao Triângulo Mineiro com o time completamente reserva. Poupou os titulares dos 35ºC à sombra que, certamente, faziam naquela tarde de domingo.

Conversando com membros da comissão técnica xavante eu afirmava que eles não tinham sentido ainda o calor do Pontal do Triângulo, e que a temperatura estava agradável pois surpreendentemente havia nuvens sobre a Fazendinha.

Saindo de temperaturas de 10ºC, no Rio Grande, eles se assustaram e não queriam então imaginar o que era o calor de Ituiutaba.


Naquela oportunidade o clube me pareceu organizado e jogou com uma das mais belas camisas que já tinha visto em clubes do interior do Brasil.

Radialistas de Pelotas acompanharam o clube. Perguntei a um deles qual torcida era maior, a do Brasil ou a do Pelotas.

Parecia que tinha ofendido a mãe do cidadão.

O profissional da imprensa começou a declamar sobre as façanhas da torcida xavante pelos estádios gaúchos. Ele disse que, na cidade, os rubro-negros rivalizavam com as gigantes torcidas de Grêmio e Inter.

Torcida essa que chora a grande tragédia que se abateu sobre o futebol gaúcho e brasileiro às vésperas do início de mais uma temporada.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Está chegando



"Assistindo ao filme, pensei naquilo que é o aspecto que sempre fez a música se parecer com o futebol: certas escalações se tornam clássicas. É o caso dos Titãs."
Nando Reis (por incrível que pareça)

O maduro Kaká

Foto: ANTONIO CALANNI/ASSOCIATED PRESS - 21.12.2008
Kaká não é diferenciado somente dentro de campo.

Tem maturidade e inteligência fora dele como nenhum outro na atualidade.

A frase dele, hoje, dizendo que quer envelhecer no Milan coloca fim aos planos aventureiros do City, de Manchester, em tentar sua contratação. Tudo bem, é certo que no futebol não há verdade que dure 24 horas.

Mas Kaká chegou a um estágio que pode muito bem escolher onde jogar e não pensar somente nos milhões de euros que eventualmente receberá em uma transação.
Kaká parece pensar no futuro profissional – profissional mesmo, dentro das quatro linhas – e não quer embarcar em uma aventura na Inglaterra.

Rei em Milão, o brasileiro está certo em ficar no clube até quando a boa relação torcida/jogador/diretoria durar.

Dificilmente outro jogador (ou empresário de jogador) brasileiro pensaria assim.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Que beijinho doce...

Está no Observatório da Imprensa:

LIÇÕES DE A FAVORITA

Quero ser Zé Bob

Por Norma Couri em 13/1/2009

Última semana de A Favorita. Pelos picos de audiência, beirando os 50 pontos do Ibope, dá para imaginar quantos aspirantes a jornalistas estão assistindo à novela.
A profissão tem o seu glamour mas sempre dá uma pontada no peito quando Flora manda convidar para sua festa de casamento "celebridades, artistas, jornalistas" e, na recusa, insiste para que Silveirinha aumente o cachê. E eles aparecem.
Mas o que intriga nesse mercado de vacas magras é a quantidade de coleguinhas que os jornalistas ganharão depois que esculpiram na telinha a figura de Zé Bob, bonito, charmoso, livre para fazer o que quer e no tempo que bem entender, com pautas especiais, a namorada como principal fonte, apoio incondicional da editora Tuca num jornal que ninguém consegue fixar o nome. E sem problemas aparentes de caixa.
A última vez que se noticiou uma liberdade assim foi no caso Watergate, quando Carl Bernstein e Bob Woodward – apoiados por um mítico Ben Bradlee dissecaram a fonte mágica "Deep Throat" e, com base nos seus garranchos anotados no escuro em caderninho de mão, derrubaram o presidente dos Estados Unidos. É de babar.
Conjunção astral
As redações hoje são enxugadas, a maioria das matérias resolvidas por telefone ou e-mail, ninguém consegue maturar uma pauta por mais de dois dias. Três, é benevolência que o editor hiperatarefado, porque provavelmente cumpre outras funções, concede a um super-repórter que apresentará um furo estampado na capa. Há quanto tempo não nos refestelamos com um furo de capa. E onde foi que o Zé Bob deu um furo no jornal cujo nome sempre escapa?
Ficção e realidade há muito confundem a audiência graças aos reality shows. Há muita gente apontando uma Flora na sua vida e perdendo horas imaginando um final trágico para ela. As revistas de TV de O Globo e do Estado de S.Paulo são fartas em finais diferentes para Flora, no total 20, elaborados com detalhes pelo próprio autor da novela e pelos fãs, com requinte de crueldade. Provavelmente vingança pessoal.
E o Zé Bob? Não será demitido? Não vai dar um furo que justificará os meses de enrolação?
Tuca há muito foi demitida das redações. Ben Bradlee tem 87 anos, continua no The Washington Post e seu livro A Good Life dá água na boca [leia aqui sua entrevista ao El País, 11/1]. Mas estão para nascer outros Bernstein e Woodward na conjunção astral iluminada com um editor Ben Bradlee e um caso desvendado até a medula com desfecho tão feliz (não para Nixon) como o Watergate.
Muitas saudades
O repórter especial, aquele que bola suas próprias pautas, tem a confiança do editor para desaparecer e ressurgir porque vai suprir o jornal com matéria trepidante, este foi tercerizado. Tem de pagar aluguel, telefone, condução e bancar o próprio tempo para produzir a matéria. De preferência várias matérias ao mesmo tempo para garantir o mês.
No ano passado, o diretor del Fundación Nuevo Periodismo Latinoamericano, criada por Gabriel García Márquez em Cartagena de Índias (Colômbia), que premia reportagens investigativas e fotógrafos de toda América Latina, confessou que a maioria delas havia sido bancada pelos próprios jornalistas, apurada nas horas vagas e presenteada ao jornal ou revista para depois virar livro. Uma persistência pessoal aplicada nos fins de semana, férias, noites, tal qual Bernstein, Woodward e Zé Bob fizeram, bancados pelo jornal Washington Post e o de Zé Bob, cujo nome sempre falha.
Zé Bob, muito mais do que Flora, Donatela e Lara, vai deixar saudades, muitas saudades. Mas não será pelo material jornalístico que ele produziu. As redações vão receber quilos de formandos com uma vocação férrea e um desejo: "Quero ser Zé Bob".

O link: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=520IMQ008

Nota do blog:
Queria ver o Zé Bob trabalhando naquele jornal... onde o "editor" é.... onde não se pode, ou só se pode falar de...
Ah, deixa pra lá.

Giro pelo interior mineiro IV

O Ituiutaba, após empatar em 0 a 0, com a Jataiense/GO, no último final de semana, volta a campo amanhã para mais um amistoso preparatório visando a temporada 2009. Amanhã, o clube do Triângulo jogará contra o Itumbiara, também em Goiás. Tulio Maravilha deverá estar em campo pelo time goiano. No domingo será a vez do BOA enfrentar o CRAC, em Catalão. O atacante Alex Dias é um dos destaques do time goiano.
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O Democrata/GV volta a campo no próximo sábado para novo amistoso contra o Vitória/ES. A partida será realizada no Mammoudão, em Gov. Valadares, às 16 horas e terá entrada franca. No último final de semana as equipes se enfrentaram na capital capixaba e o Vitória venceu, por 2 a 0.
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Com informações de:
Rádio Cancella, de Ituiutaba
www.democratagv.com.br

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Quem é que joga fumaça pro alto?

Está no blog da redação, do UOL:

Charutos de Maradona disparam alarme de incêndio no hotel do Chelsea

Diego Armando Maradona teria provocado uma confusão que pode ter influenciado na derrota do Chelsea por 3 a 0 para o Manchester United, segundo o tablóide inglês The Sun. O técnico da seleção argentina ficou no mesmo hotel dos jogadores do time de Felipão, que tiveram que sair de seus quartos às sete horas da manhã de domingo devido a um alerta de incêndio.

Mas, de acordo com o que os bombeiros de Manchester informaram à imprensa, o alarme era falso, e foi provocado pelos charutos cubanos de Maradona e sua turma, que acordaram já fazendo fumaça no 14º andar.

Cerca de 200 hóspedes tiveram que evacuar o hotel, entre eles os jogadores do Chelsea. Alguns saíram só de roupão, assustados - o meia alemão Michael Ballack teria sido um deles. Todos foram para a rua, onde a temperatura estava próxima de zero.

Horas depois, os mesmos jogadores do Chelsea seriam derrotados pelo Manchester enquanto Maradona cumpria sua missão de observar o atacante Carlos Tevez, que esquentou o banco para Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney, os principais nomes do jogo.

O link: http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2009-01-11_2009-01-17.html

Nota do blog: Charuto de Maradona pode ter influenciado no chocolate que o Chelsea levou? Tá bom... é como acreditar que o Rubinho só perdia porque a Ferrari ajudava o Schumacher, que o Brasil vendeu a final da Copa de 1998. etc...

Rapidinhas do final de semana

O torcedor atleticano terminou a semana com esperanças renovadas. As contratações de Junior, Tardelli, Lopes e Renan deram alento a uma torcida preocupada com a falta de reforços. O que a torcida não pode é achar que o time é o melhor do país por causa das caras novas. Ainda falta muito para que o Atlético se torne um time capaz de brigar por títulos importantes em 2009.
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Kalil mostrou que realmente não brinca em serviço. Bastou o Galinho dar vexame na Copa São Paulo que o presidente atleticano demitiu o técnico, Leonardo Condé. As mudanças na base precisam ser feitas, com urgência.
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Esse garoto Bernardo pode ter um futuro promissor no Cruzeiro, assim como Guilherme que em 2007 brilhou na Copa São Paulo e fez bonito no Brasileiro daquele ano.
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Milan e Roma fizeram um belo jogo (2 a 2), ontem, pelo italiano. Alexandre Pato mostrou que não é promessa e, sim, realidade. Agora é torcer para que apareça bem em jogos importantes com a camisa da seleção brasileira.
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Em breve começarei a escrever no blog : http://nossogalo.blogspot.com
Caso algum órgão de imprensa do interior passe por aqui, acesse também www.esportepress.com.br